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EDITORIAL

Oposição trabalha instabilidade governamental


Dar os anéis para manter os dedos

Não existe maior entrave ao desenvolvimento do Estado que o clima de instabilidade governamental que, ainda que de forma leviana, alguns atores querem ver instalado. Exemplo disso se viu dias atrás, quando dois vereadores de oposição ao Governo fizeram périplo por gabinetes de ministros do Tribunal Superior Eleitoral, buscando emparedar o governador José de Anchieta.

A população em geral é a grande perdedora diante de um possível quadro de insegurança. Tal situação faz as instituições perderem a solidez e passarem a dar sinais de vulnerabilidade. O clima de instabilidade leva o fornecedor e o prestador de serviços ao Governo, por exemplo, a desconfiarem de uma possível quebra de contrato.

Como consequencia, grassam as demissões, vem a queda na produtividade e, por fim, o caos. Quem é louco de manter empregos diante da ameaça de quebradeira iminente? Deprimente saber que o que está em jogo não é o bem-estar do Estado, mas a vontade da oposição desvairada e da imprensa politiqueira de se locupletarem. Feito urubus sobre a carniça.

É claro que o papel da imprensa e da oposição no legítimo Estado de Direito é fiscalizar e denunciar ilicitudes, falcatruas, malfeitorias, estripulias com o Erário público. Esse papel, porém, deve ser exercido dentro de determinados limites.

Quando o que está em jogo é a estabilidade governamental, requer-se dose de equilíbrio, o pé no freio. Tanto dos veículos de comunicação que sobem no palanque como dos políticos de oposição que dele fazem a sua cama.

Este Fontebrasil não está aqui para defender A ou B nesse momento de dificuldades que Roraima passa. Hoje é Anchieta na berlinda. Amanhã poderá ser outro qualquer. Alimentar a instabilidade num momento crucial como o que vive o estado é desvario. Pura irresponsabilidade. Quando se trama o desequilíbrio governamental o cidadão é primeiro a ser atingido.

O que está em jogo não é a vida particular de determinado político que hoje está à frente do Governo, mas sim um conjunto de situações que, se não conduzido com tato e desprendimento, poderá jogar toda uma população na vala das incertezas. Em razão do desatino de poucos, todo o povo pode ser levado ao sofrimento. Atitudes assim geram, sem dúvida, o sofrimento do povo.

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