- 03 de fevereiro de 2026
Edersen Lima
Rio de Janeiro
Entortou o rabo
Com perdão do trocadilho, a porca torceu o rabo lá pelas bandas da Prefeitura de Mucajaí. O prefeito Gordorico Lopes teve a cassação do seu mandato pedida pela Defensoria Pública acusado de desviar dinheiro do Fundeb, que é exclusivo para investimentos na educação (escola, alunos e professores) para
bancar gastos com aluguel de veículos, pagamento de combustíveis, serviços de locução e carros de som, limpeza pública de vilas, e recuperação do gramado do estádio municipal.
Inverteu as coisas
De acordo com o que determina a aplicação do Fundeb, 60% dos recursos têm que ser aplicados na qualficação ou gratificação de profesores. Gordo Lopes teria aplicado somente 49%. E os gatos com despesas outras da educação bancadas pelo Fundo têm que ser no total de 40% dos recursos, mas em Mucajaí esses gastos foram de 50,8%. Ou seja, houve uma inversão na aplicação do Fundo.
Mestre de cerimônia
Entre os prestadores de serviços que receberam dinheiro do Fundeb, está Valdecir Aguiar, que era o locutor oficial da campanha do prefeito Gordorico e atuou várias vezes como mestre de cerimônia em reuniões e comícios políticos do deputado Édio Lopes, na campanha do ano passado.
Em família
Outro fato intrigante apontado, dá conta da participação nos mesmos certames lpara aluguel de veículos. Maria de Fátima Almeida da Silva, Edilane de Almeida da Silva, e Alete Queiroz de Almeida, ou seja, mãe, filho e cunhada, membros da mesma família participaram de licitações o que pode caracterizar armação onde um cobria o outro nas propostas de aluguel de veículos.
Mária de Fátima, Edilane e Alete são, segundo a posição, cabos eleitorais do deputado Édio.
Fugindo de licitações
Segundo a ação de cassação, R$ 267 mil foram desviados do Fundeb para pagar o aluguel de veículos com um agravante, o prefeito Gordo Lopes teria autorizado o fracionamento das despesas desse serviço, evitando a promoção de licitação correta. Fracionando as despesas, o prefeito poderia direcionar o serviço para quem quizesse.
Para outros fins
Segundo o defensor público, Januário Lacerda, não há dúvidas de que recursos do Fundeb foram desviados totalizando R$ 658 mil que deveriam beneficiar as escolas, alunos e professores da rede de ensino público local.
Campanha beneficiada
Os referidos gastos de recursos do Fundeb ocorreram no ano passado, ano de eleição. A oposição acusa Gordorico de utilizar o dinheiro do Fundo em outros setores administrativos para beneficiar a campanha do deputado Édio Lopes, pai do prefeito, que em 2010 obteve o dobro da votação na eleição de 2006.
Não sabe de nada
O prefeito Gordo Lopes disse que desconhece a ação da Defensoria Pública e que só depois de tomar conhecimento sobre o consta nela é que irá se pronunciar. Outras acusações, como pagamento a empresas em situação irregular, ainda constam na ação.
Enquanto isso, no nem te ligo...

Reclamação
Juízes federais das cinco regiões do país apresentaram na última semana, ao Conselho Nacional de Justiça, reclamações sobre o Instituto Nacional do Seguro Social que, segundo eles, não tem cumprido determinações da Justiça, inclusive do Supremo Tribunal Federal. O grupo pretende desafogar os tribunais de processos que correm contra o INSS, o maior alvo de litígios no país. Um dos maiores motivos de reclamação por parte dos juízes foi a grande repetição de processos e recursos contra o Instituto que contestam direitos já assegurados pelo Judiciário, em sua grande maioria, benefícios reconhecidos pelo STF.
Coisa feia
A seleção do Paraguai agiu ontem como quem conhece o despreparo emocional do jogador bracileiro. Jogou para a decisão nos penaltis onde o psicológico do brasileiro é aetado. Resultado, quatro penaltis perdidos pelos "craques" do "melhor futebol do mundo".
Não à toa
Um em cada quatro brasileiros acha que o país está "sem condições de realizar a Copa de 2014": 24,5% cravam a opção quando perguntados sobre o andamento das obras do Mundial. Somados aos 59,3% que acham que os preparativos estão atrasados, o pessimismo chega a 83,8%. Só 2,5% acham que as obras estão adiantadas. A pesquisa é da Sport + Markt, que tem multinacionais e clubes entre seus clientes.
