- 03 de fevereiro de 2026
Edersen Lima
Rio de Janeiro
Lamentável para Roraima
Constragedor para o eleitor, vergonhoso para Neudo Campos a sua mais nova condenação na Justiça Federal. Como a anterior, mais 16 anos em regime fechado. Neudo soma agora 32 anos por peculato, agora em continuidade delitiva e novamente por chefiar a grande quadrilha que surrupiou cerca de R$ 70 milhões dos cofres públicos com pagamento de sevdiores fantasmas, "laranjas" de deputados que ficavam com seus salários. A sentença é do juiz Helder Girão Barreto, da 1.ª Vara Federal de Boa Vista.
Isso tudo é lamentável para Roraima.
Convencido
O juiz se convenceu de que "no exercício do cargo de governador, e abusando dos poderes que detinha, (Neudo) instituiu quadrilha para crimes contra a administração pública". A procuradoria sustenta que por ordem dele, recursos de convênios federais eram transferidos para a conta destinada ao pagamento de servidores públicos, inclusive gafanhotos, para posterior distribuição a afilhados políticos.
Desculpa amarela
Neudo responde que sofre perseguição do juiz Hélder Girão Barreto. "É uma condenação absolutamente injusta, eu não roubei", reagiu. No entanto, não dá para entender a reação de Neudo. Em setembro passado, quando o Supremo Tribunal Fedral, a mais alta corte judicial do país, composta pelos mais preparados e idoneos juízes, agendava o seu julgamento, ele renunciou ao mandato de deputado federal com a argumentação de que "queria ficar mais perto do eleitor roraimense" em pleno recesso branco do Congresso Nacional.
Quem autorizou e aprovou os gafanhotos?
O certo é que Neudo Campos e os demais envolvidos no esquema gafanhotos não foram eleitos para criarem empregos fantasmas e embolsar os salários desses fantasmas como a Polícia Federal e o Ministério Público Federal apuraram. Quando foi que o eleitor autorizou o que eles fizeram? Quem, entre os eleitores, concordou
com o que, segundo o MPF, Neudo e seus aliados aprontaram?
Enquanto isso, na riqueza, na pobreza e na bronca...

Perguntinha:
Neudo perdeu a oportunidade de ser julgado no STF sem qualquer motivo de desconfianças quanto à intenção do plenário. Pergunto: Que juiz ou justiça, Neudo, está a altura de lhe julgar?
Pró-justiça deles
Quem deve se sentir também constrangido e envergonhado é o tal movimento pró-justiça, aquele que apóia Neudo e é comandado por candidatos que já tentaram uma eleiçãozinha e as urnas disseram, "não".
Fiscalização
O Banco Central vai monitorar todos os empréstimos com valor igual ou superior a R$ 1.000 a partir do final de outubro deste ano. Atualmente, o órgão só controla dados individualizados de operações com valor a partir de R$ 5.000. A medida visa avaliar melhor o risco que a expansão de crédito traz ao sistema financeiro, principalmente em bancos de menor porte.
E-mail Aberto - Festa do ano
Soube que o arraiá foi imperdível. Atrações: Quadrilha de demitidos da PMBV, Quadrilha dos Doentes do Hospital Infatil, duplas Iradilson & Suely and Getúlio e Vera... vai ficar para a história de Boa Vista. 121 com muitos buracos e sujeira nas ruas para comemorar!!
A conta é com a viúva
Dinheiro público banca mais de 60% dos estádios da Copa-2014 erguidos com as chamadas PPPs (parcerias público-privadas). Três Estados que optaram pelo modelo receberam R$ 1 bilhão do BNDES. Em Salvador, o setor público se comprometeu com 80% do total do estádio. Para o Ministério Público, isso desvirtua o modelo, no qual o setor privado financia e executa uma obra ou serviço em troca da concessão.
Tá fora
O PR pode perder o Ministério dos Transportes. Hoje o partido dirá oficialmente à presidente Dilma Rousseff que não aceita a vaga por impedimentos éticos e legais.
Nome novo
O ex-ministro Alfredo Nascimento já está sendo chamado de "Alfredo Enriquecimento".
Posteridade

Da voadora série "Autorias Próprias", o Cristo no Corcovado.
Bafômetro
O deputado federal e ex-jogador Romário (PSB-RJ) teve a carteira de habilitação apreendida na madrugada de ontem, no Rio.
Segundo o Detran, ele foi parado pouco depois da meia-noite numa blitz na avenida Armando Lombardi, na Barra da Tijuca, zona oeste, e se recusou a fazer o teste do bafômetro.
Bala vem, bala vai
O conselheiro Netão Souto Maior, que classificou como "esdrúxula" uma decisão judicial dada semana passada em primeira instância, promete falar poucas e boas da Coluna. Vai ter réplica.
Macaco Simão:
E, em Limeira, um casal entrou na justiça para integrar no registro de casamento o nome do marido Pinto ao da mulher. Sentença do juiz: "Determino ao escrivão inserir o Pinto no assento da requerente, já que o marido não o fez em tempo hábil". Rarará!