- 03 de fevereiro de 2026
Edersen Lima
De Lisboa
Agora será feito?
Ano novo, governo velho e desgastado. Não sei como o governador José de Anchieta irá mudar a filosofia de atuar de alguns de seus secretários a partir de hoje. O que não fizeram em três anos apesar de toda a reclamação nas ruas, na imprensa e dentro do próprio governo, só porque agora é um novo governo, será feito?
Inconcebível
Há a expectativa de que, pastas como a da Saúde, tão usada politicamentenesta campanha pelo deputado Urzeni Rocha, passem a ser mais operacionais, técnicas resultando numa proposta voltada para o atendimento da população e menos para o fisiologismo político.
É inconcebível que mais da metade do orçamento da Sesau seja para pagamento da folha de pessoal.
Plantões ricos
Na reclamação quanto à folha de pessoal, cama a atenção os gastos com plantões médicos. Tem profissionais ganhando mais de R$ 20 mil todos os meses devido a esse expediente embora a segunda maior reclamação dos pacientes seja justamente a ausência de médicos nos hospitais.
Denúncia
Fontes do Hospital Geral já denunciaram que boa parte dos médicos plantonistas não ficam no local e sim, aguardam ligações do HGR em seus consultórios particulares ou em casa, mesmo.
Ação desumana
Há também denúncia sobre a compra de medicamentos e o fato de remédios, ainda dentro do prazo de validade foram jogados fora. Sobre esse fato há duas possibilidades desumanas: a primeira, de que se tratade boicote político; a segunda, seria proposital para que nova remessa de medicamentos fosse comprada pelo governo do estado em regime de urgência, sem llicitação.
Máfia
Com tantas reclamações, é óbvio que há uma máfia dentro da Sesau operando com servidores fantasmas, com fornecedores que promovem esquemas e com a politização da pasta.
Página virada
De bom da virada de ano, é saber que Roraima virou uma página importante na política. A era Ottomar, de populismo puro se foi sem deixar saudade. A recusa do eleitor com os nomes de Marluce Pinto, Otília Pinto e Marília Pinto são provas de que o povo virou essa página do passado.
Simancol
Pela primeira vez em 20 anos de eleições estaduais, o babalaô da Folha de B. Vista, Getúlio Cruz, não meteu a cara nas urnas. Vergonha ou simancol? pode ser uma das duas as duas opções. Gegê foi candidato ao governo (1990 e 1994), ao Senado (1998 e 2002) e a deputado federal (2006) mas o eleitor sempre lhe negou o mandato.
Jogou com a credibilidade
Por outro lado, embora seu babalaô não tenha disputado a eleição, nunca antes na história do jornal, a Folha de B. Vista se envolveu tanto com seus reporteres travestidos de cabos eleitorais fazendo campanha aberta para o candidato derrotado Neduo Campos. Jogaram feio com a credibilidade do jornal.
Pinóquio
Outra página virada foi a do candidato derrotado Neudo Campos. Cheio de desculpas como a de que renunciou o mandato de deputado federal para ficar perto do povo, de que não poderia mais errar, de que foram seus secretários e parentes que roubaram o estado e não ele que não sabia de nada, o eleitor disse não ao chefe da quadrlha dos gafanhotos, como consta em um, dos mais de 40 processos judiciais que Neudo responde nas justiças federal e estadual.
Secretários candidatos
Sem novidades em seu segundo governo que se inicia, espera-se que Ancheta, por sua vez, vire a página da politização partidária de pastas importantes como a da Saúde, a da Educação e a da Segurança Pública. Rodolfo Pereira é louco para voltar à Câmara dos Deputados. Tunica Vieira já tentou. E o general Eliéser Monteiro ensaiou ser candidato. Que não se engrassem e nem tentam enganar para esse fim.
Dalits e brâmanis
Na Assembléia Legislativa, renovação entre castas dos dalits e brâmanis. O líder dos dalits, Leonildo Laia levou um by pass semelhante ao que se beneficiou para obter o mandato. Enquanto Rodrigo Jucá, marinheiro de primeira viagem, já entra como brâmani.
Guerra vence a guerra
Ainda sobre a ALE, o deputado Chico Guerra, que alimenta desejo de presidir a Casa desde 1998, parece ter, enfim, realizado trabalho de confiança entre seus colegas e com apoio de Anchieta será eleito hoje presidente.
Láucides Oliveira
Mas, de bom e de profundo reconhecimento na última semana de 2010, foi a homenagem ao jornalista Láucides Oliveira cedendo seu nome a uma ala do prédio reformado da ALE.
Láu é um mestre para muitos. Não apenas pelos ensinamentos no jornalismo, mas na arte de fazer da vida uma grande lição de amizade e companheirismo, o que atingiu e atinge além dos colegas de profissão, todas as pessoas que com ele dividiram trabalhos e compartilharam do seu dia-a-dia; dos seus "olá, garotinho", "fala menino bonito da cara feia" e do marcante alto astral que carrega consigo.
Tenho profundo orgulho de ter o Láu como amigo e dele me retribuir com o mesmo sentimento.
Enquanto isso...
