- 03 de fevereiro de 2026
Órgão politico
Edersen Lima
De Veneza
Não faz muito tempo, o presidente do TCE, Manoel Dantas questionava se o órgão era uma corte judicial ou política. Quanta inocência dele. O TCE é puramente e visceralmente uma corte política a começar pelas primeiras nomeações preenchidas por um cunhado e dois cabos eleitorais do governador que os nomeou, Ottomar Pinto. Os três neófitos de pai e mãe quanto ao cargo que assumiram.
As demais nomeações do TCE, tirando a do conselheiro Marcus Hollanda, obedeceram critérios inteiramentes políticos. Neudo Camos, governador, nomeou um compadre (Manoel Dantas), articulou as nomeações de um primo (Essen Pinheiro) e do então deputado Henrique Machado que abriu vaga para uma cunhada de Neudo, Malú Campos, suplente, assumisse a vaga na Assembléia Legislativa, e presenteou sua ex-chefe da Casa Civil (Cilene Salomão, em vaga de auditor) depois do trabalho que ela executou na sua re-eleição em 1998.
A mais recente nomeação de conselheiro feita em 2007 por Ottomar Pinto não teve critério diferente. Ele nomeou quem carregava sua pasta e atendia o seu celular, o advogado Netão Souto Maior. Aliás, Netão prestou ainda serviço elogiável a Mozarildo Cavalcanti, pedindo, aos berros, votos para ele em 2006 falando cobras e lagartos da adverária Teresa Jucá, favorita naquele pleito.
Ou seja, com primo, ex-assessores, deputado aliado, compadre, cabos eleitorais e até cunhado de governadores, como o Tribunal de Contas de Roraima não é uma corte política?
Na campanha deste ano, o presidente Manoel Dantas participou ativamente tendo um filho candidato a deputado federal filiado no memso partido, o PP, do compadre Neudo Campos. Durante o ano, promoveu vistoria e investigações em tudo que podia em questões do governo. Os motivos disso, há quem desconfie de interesses pessoais que envolvem até guarda de menor.
O TCE tem andado de mãos dadas com a ALE. O TCE não questiona os diários suplementares da ALE. A ALE, presidida por Mecias de Jesus, tirou mais de R$ 18 milhões do bolso do contribuinte para bancar aquele tipo de reforma no prédio da instituição que os procuradores e promotores do Ministério Público Estadual não enxergam disparates. A ALE vai reajustar, para cima, segundo Mecias, o orçamento do MPE para 2011.
Pelo andar da carruagem, não demora muito e alguém vai questionar no Conselho Nacional do Ministério Público se o de Roraima, a exemplo do TCE, também não é um órgão político.
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