- 03 de fevereiro de 2026
Edersen Lima
De Brasília
Minhoca na cabeça
Quem ainda não ouviu falar no tal "Projeto Minhoca"? Trata-se de uma articulação política encabeçada por Getúlio Cruz, Robério Araújo, Mozarildo Cavalcanti e Neudo Campos, e consiste em algo do tipo "Roraima para os
roraimenses".
Visa plantar Neudo no Palácio Senador Hélio Campos em 1º de janeiro de 2011, eleger Getúlio prefeito de Boa Vista em 2012, e em 2014, confirmar Mozarildo por mais oito anos no Senado e Robério de volta à Câmara Federal.
Nesse projeto minhoca, duas coisas saltam à vista. Primeiro: o apoio hoje dado a Neudo é nada mais que um projeto pessoal que cada um tem para si. Neudo não é o líder dessa gente. Nem essa gente enxerga nele a solução para o estado, mas, sim, a solução para seus casos. Onde estavam eles, então, quando Neudo foi candidato ao Senado em 2002, e à Prefeitura de Boa Vista, em 2004?
Agora, estão mais grudados que carrapato na pele, não por ideologia política, muito menos pelo topete ralo do candidato da oposição ao Governo. Mas sim, pelo horizonte que lhes pode abrir. Aliás, quando foi que Getúlio esteve
junto com Neudo na história?
Segundo ponto, e o mais crítico da minhocagem: o bairrismo desbragado. Lutar contra irmãos brasileiros, filhos da mesma terra-mãe, o Brasil. Em pleno Século 21 não se admite mais esse tipo de ressentimento, de pensamento pequeno.
Roraima é tão sua, eleitor macuxi, como é de quem aí chegou e adotou esse pedaço de Brasil como seu. Gerou filhos e riquezas, primando por um dar de mãos em prol do desenvolvimento, esquecendo querelas que em nada auxiliam ou engrandecem uma sociedade.
Quem fez Roraima crescer foram famílias oriundas de outros estados da Federação, trabalhando irmanadamente com os que aí nasceram. Então, que razão há de se arguir para impedir alguém de concorrer a cargo público eletivo apenas por constar em sua certidão de nascimento outro estado como naturalidade?
Se assim for, um cearense, gaúcho ou amazonense jamais poderá ser governador de São Paulo porque não nasceu lá?
Se a preferência eleitoral é por pessoas que não nasceram em Roraima, não serão projetos desse tipo que vão barrar a tendência. Pela pobreza de argumentos, logo se vê que o "projeto minhoca" só pode ser coisa de quem, realmente, tem é minhoca na cabeça.
Fumaça
Hoje, no jornal de Getúlio Cruz, tentam desmentir o "projeto minhoca". Sinal de que onde há fumaça, há fogo.
Barrigada básica
Quinta-feira, 6, foi um pega pra capar na redação do jornal necessário. Uma barrigada básica na coluna política dando a Mega Sena como acumulada foi o motivo.
Único acertador
A Mega Sena, como todo o Brasil sabe, teve único acertador, um gaúcho da cidade de Fontoura Xavier.
Professor De Jesus
Depois de ler nota da coluna de ontem, um correligionário do pequeno gigante Mecias de Jesus afirmou: "Mecias vai ensinar ao Anchieta como é que se ganha uma eleição."
Milagres
Mecias de Jesus operou milagres nessa eleição. Um milagre foi ficar sem R$ 749,6 mil e se re-eleger batendo recorde disparado de votos para deputado estadual. Outro milagre, eleger o filho estudante em Manaus, deputado federal.
Depois disso, andar sobre águas e multipilicar pães e peixes é fichinha.
Precisa de reza forte
Porém, Mecias só não fez foi o milagre de entregar o prédio da ALE (o Jesusão) que custou uma fábula e que está há mais de um ano fora do prazo de entrega.
Apenas estudante
E já que se falou em Jonantas de Jesus, ele é estudante de Medicina e não estudante bolsita de Medicina como a coluna publicou. É que na categoria em que ele é identificado na justiça eleitoral constam os termos "estudante, bolsista, assemelhados".
Nesse caso, Jonantas é apenas "estudante".
O que é aquilo?
E voltando o assunto para o Jesusão, quem olha para aquela "obra" não sabe bem ao certo se aquilo lá é um ginásio de esportes ou um terminal rodoviário.
Convite
O SEBRAE e a ABAV/RR estão convidando a imprensas para o evento TRAINING SHOW II: Competitividade, um caminho para o Sucesso: Show de treinamento, com teatro, música, interatividade e conteúdo adaptado para Agências de Viagens. O palestrante e ator André Tadeu fará cinco cenas, através de 5 divertidos personagens,
Sem depósito
Em Goiânia, aqui perto a 200 km de Brasília, o marqueteiro Wilson Goiano não mostrava cara de satisfeito com a eleição em Roraima. A intatisfação não era apenas pelo resultado do que faltou ser depositado nas urnas e eleger Neudo Campos, mas, sim, por outro depósito não realizado.
Reclamação
A vice-prefeita Suely Campos reclamou, e muito, dos votos que o marido Neudo obteve em Rorainópolis abaixo do esperado por ela.