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Opinião Formada

Verdades não contadas


Verdades não contadas

O candidato Neudo Campos (PP) reconhece que foi, no mínimo, negligente durante os oito anos em que esteve à frente do governo de Roraima. É tanto que adotou como principal slogan de campanha o sugestivo bordão “Eu não posso mais errar!”. Por vias transversas, admite os próprios “erros”. Deslizes que o Ministério Público e a Justiça chamam de crimes.

Para se justificar, o candidato pepista põe, deslavadamente, a culpa pelos “erros” ocorridos em seus assessores. Essa atitude nada recomendável para quem se diz um líder, demonstra, entre outras coisas, falta de visão e responsabilidades administrativas. Ninguém pode ser gestor público se não estiver a fim de se tornar responsável tanto pelos acertos como pelos erros da equipe que, voluntariamente, tenha montado.

No caso específico, Neudo responsabiliza dois concunhados e uma cunhada por desvios de recursos públicos no chamado Escândalo da Codesaima. E não deixa de ter razão. Todos respondem pelas traquinagens e foram condenados pela Justiça. Recorreram e foram novamente condenados. Responsabiliza também seu ex-secretário de saúde por coisas que ele tomou conhecimento quando ainda se podia fazer algo: as mortes de 34 recém nascidos na maternidade pública do estado.

Qualquer pessoa imagina logo, de cara, tanto no caso dos parentes como no do ex-secretário, que Neudo foi incompetente na escolha de seus auxiliares. A história se repete com os “gafanhotos”. Até as pedras soltas do Beiral sabem que o decreto de nomeação da funcionária que serve o cafezinho, ao secretário de estado, depende da assinatura do governador de plantão.

Será que Neudo, ao assinar tantas admissões, nos mais diversos escalões – de preferência com salários estratosféricos –, a pedido de deputados, não desconfiava estar inchando o quadro além do permitido ou do necessário?

A verdade é que o "Caso Gafanhotos" começou porque Neudo queria "comprar" com cargos no governo os deputados para que estes destituíssem o então presidente da Assembléia Legislativa, o deputado Édio Lopes. O uso criminoso do dinheiro público motivou pela primeira vez o atraso no pagamento dos servidores. Atraso esse que se tornou rotineiro nos dois últimos anos do governo de Neudo.

Com tantas características negativas, Neudo ainda tem coragem de pedir o voto do eleitor, afirmando ser “o Governador de Verdade”, e de verdades que não são contadas por ele.

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