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Opinião Formada

Condenação de Neudo desmonta desculpa de renúncia


Edersen Lima
De Boa Vista

Sem sustentação
A desculpa do ex-deputado Neudo Campos para a sua renúncia, de que abriu mão do mandato, dos R$ 50 mil em cargos em seu gabinete e dos R$ 15 mil de verba para despesas de gabinete "para ficar mais perto dos seus eleitores" não se sustentou nem por um mês, segundo adversários de Neudo.

A condenação que sofreu na Justiça Federal já era esperada por ele e por seus advogados, por isso, ao renunciar ao mandato, Neudo se livrou de ser julgado pela última e definitiva instância judicial do país, voltando à primeira vara onde, sendo condenado - como foi - pode recorrer ao TRF, ao STF e novamente ao STF.

Daqui desta página, ao longo de quase dois anos a renúncia de Neudo, como estratégia de evitar julgamento no STF, foi divulgada.

No entanto, Neudo rechaça qualquer dúvida de que a sua renúncia teve fim proposital em fugir do julgamento que se encontrava em fase final já com os últimos depoimentos marcados para serem colhidos em Boa Vista. Porém, o STF determinou que o processo continuasse, que as testemunhas fossem ouvidas e o veredito apresentado.

Neudo, agora, está condenado pela Justiça Federal a devolver dinheiro, pagar multa e com os direitos políticos suspensos por oito anos. Como era de se esperar, recorreu da decisão. Vai concorrer com a condenação em andamento para outra instância. O ex-deputado, pelo o que disseram ontem seus advogados, não se fará de rogado em recorrer quantas vezes for necessário.

Para quem vivia prometendo "provar" sua inocência na justiça, Neudo perdeu grande oportunidade de fazê-la na mais alta corte do país, o Supremo Tribunal Federal. Na hora H, coincidentemente, preferiu deixar  a regalia "para ficar mais perto dos seus eleitores".


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