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Opinião formada

Juiz decide que dinheiro apreendido pela PF continuará retido


Edersen Lima
De Boa Vista

Dinheiro continua retido
Menos de 24 horas depois de serem liberados pelo TRE, os R$ 749,6 mil encontrados no apartamento de um servidor da ALE pertenentes ao estudante Jonanthan de Jesus, filho do deputado Mecias de Jesus, foi novamente retido para investigação da Polícia Federal.
O procurador da República, Angelo Goulart ingressou com pedido de liminar para que o dinheiro continuasse retido alegando que a vultosa quantia em espécie levanta fortes suspeitas de crime eleitoral para uso na compra de votos diante de outra suspeita, a de que o dinheiro não tenha sido contabilizado, ou seja, faça parte de um caixa dois.

Suspeitas
A alegação de Jonathan de Jesus, estudante de Medicina, de que teria vendido o seu posto de gasolina no valor de R$ 1,25 milhão de reais sem registro em catório, somente com um documento pessoal, e guardar o montante de R$ 749,6 mil na casa de uma terceira pessoa, levantou as suspeitas do Ministério Público Eleitoral de que o dinheiro seria usado para compra de votos.

Dinheiro na mala
A venda do posto de gasolina pertencente a Jonanthan de Jesus foi realizada no dia 3 de setembro sendo pago a primeira parcela no valor de R$ 750 mil, negociação não muito comum diante do volume de dinheiro - geralmente são feitas transferênias entre contas bancárias - e do destino que ele recebeu, encaminhado para ser guardado numa mala na casa de uma terceira pessoa, coincidentemente, um dos coordenadores da campanha eleitoral de Jonathan e do pai, Mecias de Jesus.

Investigação

Com os R$ 749,6 mil, agora guardados em depósito judicial, a Polícia Federal poderá desenvolver investigação e esclarecer dúvidas sobre a preferência da tipicação do negócio fechado entre Jonanthan de Jesus e o empresário Abel Galinha, que aparece no contrato particular de compra e venda como comprador do posto de gasolina, não foi feito de forma oficial com registro em cartório público onde é mais seguro para ambas as partes.

Twitter

A informação de que o dinheiro de Jonanthan de Jesus havia sido liberado foi noticiada pelo Twitter. Isso levantou a lebre que acabou na ação do Ministério Público Eleitoral em pedir a suspensão da liberação dos R$ 749,6 mil.

Estudantes ricos
Ainda no Twitter, foi levantada a questão de como é comum, filhos de políticos enriquecerem sem trabalhar, só estudando.

Cassação
O pedido de cassação da candidatura de Jonanthan de Jesus está sendo estudada pela coligação "União por Roraima". O dinheiro encontrado é tido como para compra de votos sem ter sido informado à justiça eleitoral, daí...

Baita confiança!
No dia 3 de setembro passado, o empresário Abel Galinha pagou primeira parcela de R$ 750 mil do posto de Jonanthan de Jesus com documento que sequer teve as assinaturas dos vendedores reconhecidas em cartório.

EDITORIAL – Relembrando 2008
A campanha eleitoral de 2008 foi a mais baixa, covarde e vil da história de Roraima. Naquela ocasião, um candidato teve de arcar com o peso de uma acusação falsa de pedofilia, depois que, atabolhados, dois promtores do Ministério Púbico Estadual, sem qualquer indício, informaram que o nome do político havia sido citado por uma vítima de prostituição infantil.

A mentira é semelhante ao carvão: quando não queima, suja. O candidato acusado de envolvimento com o ilícito teve a candidatura abalada de forma irreparável. Hoje, o mesmo grupo político que difundiu a mancada dos promotores tenta agora repetir a mesma maldade com objetivo de, novamente, ganhar a eleição sob manto da mentira e da calúnia.

Apesar de muita gente estar atenta a essas baixarias, a maioria dos eleitores roraimenses, a grande massa, ainda não consegue percebê-las.

O pior é que a bandeira da mentira está sendo levantada por pessoas até então tidas como sérias, jornalistas que se apresentam como defensores da lei e da verdade tais “homens honrados”, como diria Shakespeare, sobre Brutus, assassino de Cesar, agem de forma maldosa com objetivo político-eleitoral.

Em entrevista coletiva concedida na tarde desta sexta-feira, o delegado Alexandre Ramagem, da Polícia Federal, descartou qualquer possibilidade de outras pessoas virem a ser indiciadas no inquérito que apurou a Operação Arcanjo.

A Arcanjo é a operação que levou para a cadeia várias pessoas, entre elas o procurador-geral de justiça do estado, Luciano Queiroz (preso enquanto no cargo). Para Ramagem, quem precisava ser preso por envolvimento com pedofilia dentro daquela operação, já foi.

Qualquer vídeo, portanto, aventando tal possibilidade, não passa de ação criminosa. Para o eleitor roraimense e aos seguidores dos jornalistas que plantam a mentira como participação na campanha eleitoral, fica um alerta a ser lembrado no dia 3 de outubro: quem lança mão desses artifícios vis e covardes para chegar ao poder, o que não fará estando nele?

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