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Alunos da UFRR em parceria com Defesa Civil iniciam pesquisas no igarapé Caranã

Alunos do Curso de Geografia da UFRR estiveram na manhã de sábado (24) percorrendo vários pontos do igarapé Caranã, analisando os danos causados pelo homem. O estudo servirá de base para a revitalização do igarapé. Esse projeto é desenvolvido em parceria entre MPE, Defesa Civil Estadual e Municipal, UFRR e Prefeitura de Boa Vista.



Alunos do Curso de Geografia da Universidade Federal de Roraima (UFRR) estiveram na manhã de sábado (24) percorrendo vários pontos do igarapé Caranã, analisando os danos causados pelo homem. O estudo servirá de base para a revitalização do igarapé. Esse projeto é desenvolvido em parceria entre Ministério Público Estadual (MPE), Defesa Civil Estadual e Municipal, UFRR e Prefeitura de Boa Vista.
O primeiro local onde os alunos tiveram uma aula prática foi no balneário Riacho Ecológico, conhecido também como "Banho do Porquinho". Atentos às instruções dos professores os alunos puderam ver de perto como o homem pode ser prejudicial ao meio ambiente.
O professor de Hidrografia, Carlos Sander destacou em sua explanação, um dos danos mais graves causados no local: a mudança do curso natural do igarapé.
Antonio Veras, professor da disciplina de Planejamento Urbano, destacou que atitudes como essa, são comuns principalmente em balneários, ao longo dos 10 quilômetros do igarapé.
"Vamos primeiro realizar uma análise dos impactos existentes e identificar os locais onde o meio ambiente já foi alterado pelo homem. Tem sido comum, principalmente em balneários, os proprietários desviarem o curso do igarapé. Também há uma grande quantidade de lixo", disse.
A possibilidade de unir a teoria com a prática tem empolgado acadêmicos como Ana Siberlônia, que esteve atenta as explicações dos professores. "É meu primeiro semestre na Universidade e sair de dentro de sala para realizar um projeto como esse, supera minhas expectativas quanto ao curso", declarou, acrescentado que durante as visitas que fez pôde observar diversos danos: "já vi vários biomas com problemas diferentes".
Outra aluna que enalteceu a realização do projeto foi Waglene Menezes. "Moro no bairro Caranã há vários anos e ainda não tinha me tocado da importância do igarapé para nossa cidade. Agora estou mais consciente do meu papel na sua recuperação", comentou.
O projeto de levantamento da situação do igarapé também passará por outras fases até chegar a apresentação dos trabalhos acadêmicos prevista para dezembro.
O professor Antonio Veras, informou que serão aplicados questionários com moradores, será feita análise química da água e traçado um perfil do solo. Todos esses estudos serão processados para construção de mapas temáticos sobre a condição sócio-ambiental em torno do igarapé.

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