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Se é para fazer justiça, que comecem pela família do índio pataxó - Daniella Assunção

Se o governo Lula quer fazer justiça aos índios porque não começar compensando a família do índio Pataxó, Galdino dos Santos, que morreu queimado na madrugada do dia 20 de abril de 1997 quando dormia num ponto de ônibus. Seus assassinos, um grupo de boyzinhos de Brasília (entre eles filho de do Juiz da 7ª Vara Federal e do então Ministro do STF), jogaram dois litros de álcool sobre o seu corpo e atearam fogo.


Por Daniella Assunção Se o governo Lula, em especial o Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, estão assim tão ávidos de fazer justiça aos índios, porque não começar compensando a família do índio Pataxó, Galdino dos Santos, que morreu queimado na madrugada do dia 20 de abril de 1997 quando dormia um sono tranqüilo em uma parada de ônibus. Seus assassinos, um grupo de boyzinhos de Brasília (entre eles filho de do Juiz da 7ª Vara Federal e do então Ministro do STF), jogaram dois litros de álcool sobre o corpo do índio Pataxó e atearam fogo. Até hoje sua morte foi em vão, pois apesar da juíza Sandra de Santis ter proferido a sentença de condenação destes assassinos, em novembro de 2001 a 14 anos de prisão em regime fechado, pelo crime de homicídio triplamente qualificado, o Código Penal brasileiro e leis complementares permitiram que na prática, eles ficassem preso somente por três anos, sendo que no caso de Antonio Novely, ele cumprisse a pena em regime semi aberto, pois cursou normalmente a faculdade de Fisioterapia na UniCeub em Brasília. Em dezembro último (2004) passaram o natal em família. Já o índio Galdino dos Santos não terá outra chance. Continuará morto, desde aquela madrugada fatídica de abril de 1997, em que os "meninos", como se referiu a eles a juíza Sandra de Santis, amiga declarada de suas famílias.

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