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O amigão doleiro - Por Manoel Lima

Só o senador-ministro Romero Jucá consegue dizer aos quatro cantos de Brasília - e não os de Boa Vista - que o empresário de ouro e doleiro Pedro José não foi seu sócio, não tinha com ele qualquer ligações político-empresariais. Não consigo entender por que o senhor Jucá insiste em querer desmentir o indesmentível.


Brasília - Só o senador-ministro Romero Jucá consegue dizer aos quatro cantos de Brasília - e não os de Boa Vista - que o empresário de ouro e doleiro Pedro José não foi seu sócio, não tinha com ele qualquer ligações político-empresariais. Não consigo entender por que o senhor Jucá insiste em querer desmentir o indesmentível, como é do seu feitio, só se for para confundir a opinião pública(?) dele apenas, porque o resto dos roraimenses sabem de suas ligações com Pedro José. O empresário Pedro José é daquelas pessoas de quem todos gostam, é afável, de bom papo e com uma visão empresarial acima do mediano. Foi um dos poucos homens de negócios de Roraima que se deu bem com a exploração do garimpo no Estado, até a atividade ser proibida pelo então presidente Collor. Tudo isso o levou a se tornar amigo e confidente de Romero Jucá, quando o hoje ministro chegou à região como governador nomeado em 89. Um político que se presa não convida alguém para ser seu suplente se este alguém não lhe merecer confiança absoluta. E Pedro José foi o primeiro suplente de Romero Jucá em 94, na sua primeira eleição para o Senado Federal. Agora, com o mundão de denúncias contra a sua vida pública, Romero Jucá nega o inegável aos olhos da sociedade de Roraima. Isso é doença, é jogo de cena ou o senhor Jucá pensa que todos nós, de Roraima e do País, somos todos imbecis? Pára com isso, ô Jucá! É verdade que Pedro José, talvez por nunca haver assumido o Senado, por pelo menos cinco dias e tenha ajudado financeiramente a eleição de 94, ele tenha se afastado de Romero. Mas em 2002, novamente Pedro José volta e ajuda Jucá financeiramente. Depois, faz um negócio da China com os filhos de Jucá na transação envolvendo o supermercado Butekão. É muita generosidade de Pedro José com os Jucá ou é mesmo amizade das boas? O senador-ministro não pode continuar querendo iludir a opinião pública, desmentir o que a grande imprensa tem descoberto de suas andanças pelos caminhos da vida pública. Não pode e não deve continuar mentindo deslavadamente. O Procurador Geral da República, Cláudio Fonteles tem o dever de estudar detidamente - que já deve estar fazendo - os documentos que lhe chegaram às mãos, todos sérios e irrefutáveis, contra as mazelas praticadas por Romero Jucá. Fonteles tem em mãos o dever de dar continuidade aos inquéritos contra Jucá. É isso que a sociedade de Roraima espera dele. Justiça! Só isso.

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