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Filhos, sentimento sempre à flor da pele - Por Marlen Lima

A revista VIP foi uma descoberta meio que tardia mas em tempo de poder me dá o prazer em ler assuntos pra lá de interessantes. Com articulistas e cronistas experientes, a revista que de certa forma é direcionada ao público masculino pode muito bem ser lida, e deve, pelas mulheres, que certamente poderão ter uma melhor noção do mundo perturbado que nós homens vivemos hoje.


A revista VIP foi uma descoberta meio que tardia mas em tempo de poder me dá o prazer em ler assuntos pra lá de interessantes. Com articulistas e cronistas experientes, a revista que de certa forma é direcionada ao público masculino pode muito bem ser lida, e deve, pelas mulheres, que certamente poderão ter uma melhor noção do mundo perturbado que nós homens vivemos hoje. Na edição de fevereiro deste ano está lá mais uma vez os jornalistas que colocam em tese temas com os quais não temos como não deixar de refletir um pouco mais sobre a vida. E assim como deve ser o papel da leitura, que nos leva a mundos imaginários, temos na VIP experiências trocadas, reveladas pelos nossos expositores que nos dão a exata dimensão de que existe muita coisa a ser vivida, muita coisa a ser conhecida, e, que de fato, somos pequenos e que a vida deve ser obrigação de cada um em viver bem, sempre em busca da harmonia de se encontrar. Mas o que coloco aqui, e nesse processo de dividir experiências, é em cima do que li no artigo do jornalista José Ruy Granda, que retorna às paginas da VIP, quando ele expõe o conflito interno que viveu quando teve que se separar de seu primogênito e depois quando nasceu seu segundo filho, parido pelo segundo casamento. Vivo hoje separado de duas coisinhas que amo com toda minha força. Ygara Juliana é uma bela e inteligente menina de cinco anos de idade que me deixa louco com suas colocações e desde já expõe suas visões pra lá de interessantes e assustadoras. Mas é em Vitor Cauã, um belo menino de olhos castanhos claros de sete anos de idade, que tenho a certeza que ali nascerá um grande homem, é ele que me enche de orgulho justamente por ser o meu primogênito, por ser ele o condutor dos primeiros erros e acertos que tive com a paternidade. Ainda que Cauã revele um lado misterioso, silencioso, movido pela timidez, esta que certamente encantará as mulheres, o meu primogênito, o meu boneco amado é de uma doçura de olhar, ainda que este não deixe ser penetrante, forte como convém ao seu sobrenome - Lima. Mas além de ser uma criança de um enorme carinho, Vitor Cauã tem uma forte queda por liderar tudo ao seu redor, sempre que pode quer ser o único dono do sim e do não. Aceitar nãos ainda pesa para ele essa palavra. Ygarinha é a parte doce, meiga, e como é dada. Êta, menina dada, e quando abre um sorriso, sempre largo, explosivo, encantador (o que facilmente acontece desde quando acorda), faz com que o céu seja o que é - um lindo pedaço do infinito....Sendo assim minha Curupirinha arrebate a todos e nos deixa extasiado pelo brilho que exala num simples e magnífico sorriso, e assim...com aquele tamanhinho de gente que é, ela nos enamora de imediato. Acredito piamente que Juliana terá seu caminho facilitado, justamente por ter um abre-caminho como é o seu irmão, hoje tão possessivo e mandante, um machinho, que certamente aprenderá que o mundo é das mulheres e que caberá a ele estar bem sintonizado e fazer o melhor para que tenhamos um futuro mais igualitário entre machos e fêmeas. PELOS FIOS Eles estão crescendo e o telefone tem sido ainda o meu mais próximo contato, praticamente diário com os meus amores, onde ela é a minha alma e ele o meu coração. Mas o caso do artigo que aqui escrevo é porque Ruy Granda colocou o seu sofrimento de forma tão parecida com o que vivo, já que Cauã e Ygara vivem quilômetros distante de mim. Estando eles em Roraima e eu em Brasília. Vivo o meu terceiro casamento, e pretendemos no futuro ter uma filha. E é nesse momento que meu caso ainda se parece mais com o que viveu Gandra. Ele tentou antecipar tanto os seus sentimentos quanto o de seu filho, quando este soubesse que ganharia um irmãozinho, deixando de ser o Centro. Sinto que que Ygara e Cauã jamais deixarão de ser o meu Centro, mas ter uma 'pequena', ali, ao meu lado, direto, certamente será algo maravilhoso assim como foi ter Cauã e depois Ygara em meus braços. E é o que sinto mais falta hoje, justamente de tê-los em meus braços. De forma direta, Ygara Juliana já se antecipou e disse com certo entusiasmo, e assombro para mim, que entende que um dia terá uma irmãzinha....assunto que ela mesma colocou em pauta, já que estava entusiasmada e queria logo saber quando eu daria uma irmãzinha para juntas brincarem. E, claro, terei que dar um irmãozinho para este poder brincar com Cauã. Assim, na cabecinha dela é como se tudo fosse, tudo muito fácil e prático. Menina com menina e menino com menino. Claro que tudo isso são expectativas que só poderão ser sentidas quando o momento de cada uma chegar. Até lá viverei o meu papel de pai que procura estar presente o mais perto possível de seus filhos amados, ainda que seja via Embratel (e de seis em seis meses esperar pelas férias escolares). Caberá ao futuro me guardar bons sentimentos em relação a eles, e assim torço, rezo, já que a paternidade por si só nos dá aquela eterna sensação de estarmos sempre vivendo à flor da pele.

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