- 05 de janeiro de 2026
Folha de S. Paulo Estudo de caso sobre políticas de alimentação no Brasil lança luz sobre a discussão da morte de crianças indígenas em Mato Grosso do Sul. O estudo, divulgado ontem na abertura da 32ª Sessão Anual do Comitê Permanente de Nutrição da ONU (Organização das Nações Unidas), concluiu que o país tem um sistema precário de informação referente a populações específicas, como índios, quilombolas e sem-terra. Identificou ainda como desafios prioritários para o Brasil a necessidade de melhorar a fragilidade de mecanismos de coordenação entre instituições e governo, a multiplicidade e a superposição de formas de controle social e o acompanhamento periódico do perfil nutricional da população. "Não adianta ter informações a cada 15 ou 20 anos. É preciso ter informações regulares sobre o perfil nutricional", disse Flávio Valente, representante das ONGs. Segundo ele, os estudos são importantes, inclusive, para planejar e direcionar as políticas públicas desenvolvidas no setor. Pela primeira vez, o Brasil é sede da reunião anual do Comitê Permanente de Nutrição da ONU, que começou ontem em Brasília. Em sua 32ª edição, o encontro trouxe desta vez quatro estudos de caso sobre projetos ligados a alimentação e nutrição. Além do Brasil, foram analisados Bolívia, Moçambique e Angola. Em linhas gerais revelaram que projetos oficiais para reduzir a fome têm sido insuficientes e apontam problemas nos conceitos de alimentação e nutrição. Ausência O presidente Luiz Inácio Lula da Silva era esperado ontem na abertura da reunião, em que estavam mais de 500 pessoas, inclusive convidados internacionais, mas não apareceu. (LUCIANA CONSTANTINO)