- 05 de janeiro de 2026
Brasília - A parceria de Romero Jucá e Getúlio Cruz não ficou apenas na aventura do Frangonorte. Em 1998, a dupla formou composição política/partidária para o Senado. Getúlio cabeça de chapa. E Fábio Monteiro de Barros Filho, um empresário paulista que jurava que a capital de Roraima era Porto Velho (RO) foi indicado por Romero para ser primeiro suplente. Não precisamos ir nem na esquina mais perto para saber que Romero importou de São Paulo um suplente de senador que nunca havia pisado em Roraima só para bancar a campanha eleitoral do seu partido - na época o PFL, que tinha como candidata ao governo, Teresa Jucá, e de quebra, dar uma "força" para a campanha de Getúlio, que aceitou tudo caladinho, sem dar um pio. Getúlio apenas alegou anos depois: "Era uma composição partidária e era o Jucá quem indicaria o suplente". Sei não. Já vi muita gente humilde e com pouco estudo dizer "não" para coisas esdrúxulas e vergonhosas. Aceitar na sua chapa um pára-quedista, defendendo moralidade e ética na política ... Ficou muito estranho. A desculpa pareceu história pra boi dormir. Também não precisamos ir muito longe para desconfiar o que estaria acertado em troca do apoio do empresário paulista. Getúlio perdeu aquela eleição (a terceira majoritária das quatro que dançou). Talvez como conseqüência de um "revertéreo" que só as urnas explicam. Ficou atrás de outro pára-quedista: Chhai Kwo Chheng. Dois anos depois, Roraima tomou conhecimento de quem era Fábio Monteiro de Barros: um dos acusados de desviar R$ 169 milhões do TRT paulista. Olha só quem a dupla quis importar para o estado!