- 05 de janeiro de 2026
Em pronunciamento na Tribuna da Câmara o deputado Almir Sá (PL/RR) criticou o desvio de dinheiro público para financiar as invasões promovidas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra em propriedades produtivas de todo o país. O deputado usou como base a matéria publicada pela revista Veja desta semana e um outro pronunciamento feito por ele, no ano passado, onde já alertava para o crescimento de mais de 100% no número de invasões durante o governo Lula. "Agora dá para saber porque a violência no campo aumentou tanto nos dois últimos anos", disse, chamando a atenção para o fato de que as duas principais cooperativas que mantém o MST receberam, juntas, mais de 10 milhões de reais. "A revista Veja mostra que essas cooperativas estavam com os repasses de convênios com o governo federal bloqueados no governo Fernando Henrique por suspeita de desvio. Curiosamente, foi nessa época que as invasões e mortes no campo diminuíram", comparou. Segundo ele, tão logo foram retomados os repasses, já no atual governo, e as invasões voltaram a ser intensificadas. "As invasões cresceram na medida em que aumentaram os recursos repassados pelo governo". Para o deputado, é inaceitável que o dinheiro do contribuinte brasileiro esteja sendo usado para financiar a violência no campo. Sá, que é presidente da Federação da Agricultura do Estado de Roraima, ressalta ainda o fato de que o MST têm promovido, sistemativamente, invasões em propriedades produtivas, esfacelando o agronegócio em boa parte do país. "Este dinheiro deveria estar sendo usado para melhorias nos projetos de assentamento, para projetos de educação e de qualificação profissional. Há fortes indícios, no entanto, de que esteja sendo usado apenas para formar lideranças do MST e doutrinar trabalhadores rurais para atuarem em invasões". No momento em que o presidente Lula discute com os partidos aliados a reforma de seu ministério, Almir Sá disse que a reportagem da revista Veja pode ensejar uma reflexão sobre a atuação do ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rousseto, que tem sido um forte contraponto dentro do governo ao fortalecimento do setor rural, responsável por parte significativa do superávit brasileiro na balança comercial.