- 05 de janeiro de 2026
A Comissão Especial Externa da Assembléia Legislativa, presidida pelo deputado Chico Guerra (PL) e que teve como relator o deputado Flávio Chaves (PV) aprovou na manhã desta quinta-feira a indicação do nome do engenheiro Aécio Medeiros, feita pelo governador Ottomar Pinto (PTB) para presidir a CER- Companhia Energética de Roraima. O engenheiro Aécio Medeiros tem um extenso currículo de obras realizadas em vários estados brasileiros e no exterior. Em Roraima teve sob sua responsabilidade quando Secretário de Obras e Serviços Públicos (1991-94) as construções do Palácio da Cultura, Palácio da Justiça, Anexo do Tribunal de Contas, Ginásio Vicente Feola (Totosão)Palácio Latife Salomão, Conclusão do HGR, Hidrelétrica do Jatapú, Pavimentação da BR-174-Boa Vista, BV-8 e Vila Iracema/Caracaraí. Pontes de concreto nos rios Anauá, Jauaperi e Surumú e nos Igarapés Gentil, Garrafa e Azul. Na Prefeitura, como Secretário de Obras, a construção da Praça da Águas, Portal do Milênio, Viaduto Peri Lago, Mercado do Pintolâmcia, Hospital Infantil Santo Antônio, entre outros. Os parlamentares que o "sabatinaram" ficaram satisfeitos com as colocações do inquirido, uma vez que ele demonstrou total conhecimento dos problemas vivenciados pela empresa que produz muita energia, porém arrecada pouco e tem uma Folha de Pagamento aquém da sua realidade. Aécio Medeiros defende a federalização da CER como uma "tábua de salvação" para a empresa. No momento já foram realizadas várias reuniões ocasionais com diretores da Eletronorte, Bovesa e Eletrobrás, inclusive com a Ministra das Minas e Energia, Dilma Rousselff para tratar desse assunto. Apesar das dívidas da Companhia Energética de Roraima representarem um alto percentual para o estado, mas para a União seria insignificante. Ele acredita que tudo é uma questão política que poderá ser resolvida com a anuência do governo federal. Com isso a União absorveria as dívidas e o quadro de funcionários da empresa (no seu entender o maior patrimônio da CER). Questionado sobre a possível recusa do governo federal em absorver os funcionários da CER. Medeiros contra atacou afirmando que a companhia não tem condições de um funcionamento normal sem esses profissionais, e mesmo assim existiria por parte da Bovesa interesse em contrata-los para os seus quadros. Sobre a interiorização da energia de Guri, ele afirmou que é fundamental esse processo. Recursos nesse sentido foram conseguidos junto á CAF- Coorporacion Andina de Fomento. Todavia, o repasse para á CER foi insignificante, a maior parte desses recursos foram desviados para outros fins. Quanto ao Programa "Luz no Campo" do governo federal já existem contratos assinados no valor de 23 milhões de reais com a Eletronorte, enquanto que o governo estadual entra com 10% desse valor. Até 2008 serão atendidas 2600 residências em nove Municípios roraimenses Finalmente, Aécio Medeiros afirmou que a nova diretoria da empresa dará prioridades á federalização da CER para que com isso o estado se desobrigue das dívidas e principalmente da Folha de Pagamento e a colocação de mais duas turbinas na Hidrelétrica de Jatapú. Além disso será colocado na prática o programa "Luz no Campo" com a parceria do governo do estado, da Cer e do governo federal.