- 05 de janeiro de 2026
Em entrevista coletiva concedida a imprensa na manhã desta quinta-feira a profª Ilma Xaud, secretária Estadual de Educação elencou os motivos pelo qual as aulas em algumas escolas do interior do Estado ainda não iniciaram. A falta de veículos para conduzir as crianças que dependem do transporte no interior do Estado e a reforma em algumas escolas foram os principais motivos do atraso do ano letivo 2005. Ilma Xaud explicou que as rotas que serviam ao Governo do Estado em anos anteriores precisavam ser readequadas já que não ofereciam um serviço de qualidade a comunidade. "Tínhamos empresas que ganhavam a licitação com um determinado tipo de veiculo e depois não prestavam o serviço adequado. Fomos obrigados a fazer um levantamento da situação para corrigirmos estas distorções", esclareceu. O Pregão para a contratação das empresas que vão trabalhar no interior do Estado em 2005 será realizado nesta sexta-feira. À medida que os lotes forem liberados a Secretaria de Educação vai encaminhar as empresas para atenderem as rotas especificadas no contrato. Ilma Xaud lembrou que o tipo e a marca do veiculo serão exigidos de acordo com o tipo de terreno ou relevo da região. "As regiões de serras serão atendidas com carros que tenham tração. Nas regiões onde as estradas oferecem melhores condições os veículos utilizados serão ônibus ou microônibus", complementou. Ela esclareceu ainda que as aulas nas sedes dos municípios já foram iniciadas e afirmou que até a próxima semana as aulas serão iniciadas das demais escolas que ainda estão paradas. O Departamento de Ensino da Secretaria de Educação já está providenciando a mudança no calendário escolar para que os alunos possam receber todos os 200 dias letivos de acordo com a exigência da legislação educacional. A reposição das aulas será discutida com os diretores de escolas e as Associações de Pais e Mestres. "Vamos readequar o calendário de forma que atenda a lei e não prejudique os alunos", disse Fátima Soraya, diretora do Departamento de Ensino. Reforma nas escolas A secretária lembrou ainda que a situação critica em que foram encontradas algumas escolas do interior foi outro empecilho para iniciar as aulas. Ela salientou que 90% das escolas estavam completamente sucateadas desde a falta de professores e pessoal de apoio até a estrutura física e também o mobiliário. "O Brigadeiro Ottomar Pinto recebeu o Estado em condições deploráveis. Nas escolas a situação não era diferente. Existem prédios que nunca receberam uma única reforma. Nós não poderíamos iniciar as aulas e colocar a vida dos alunos em risco", concluiu. ASCOM/Secd 10.03.05