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BRASILEIROS NA VENEZUELA - Mecias diz que Legislativo não se omitiu

O presidente da Assembléia legislativa do Estado de Roraima Mecias de Jesus (PL) esclareceu ontem - durante uma entrevista aos radialistas Izaías Maia e Márcio Junqueira, no programa "Plantão Policial", na Rádio Equatorial FM, que o poder legislativo roraimense não se omitiu em relação ao drama dos brasileiros presos na Venezuela, sob a acusação de garimpagem ilegal e danos ao meio ambiente.


O presidente da Assembléia legislativa do Estado de Roraima Mecias de Jesus (PL) esclareceu ontem - durante uma entrevista aos radialistas Izaías Maia e Márcio Junqueira, no programa "Plantão Policial", na Rádio Equatorial FM, que o poder legislativo roraimense não se omitiu em relação ao drama dos brasileiros presos na Venezuela, sob a acusação de garimpagem ilegal e danos ao meio ambiente. Mecias disse que desde o primeiro momento, quando a casa tomou conhecimento através do depoimento do empresário brasileiro-venezuelano Abraham Bayer, determinou que todas as providências fossem tomadas uma delas que a comissão encarregada do tema se reunisse ouvisse a denúncia de Bayer. Por diversas vezes a comissão esteve reunida, numa delas ficando definido que os deputados Chico Guerra (PL) que já foi outras vezes até a Venezuela com a missão de resgatar brasileiros, e Flávio Chaves (PV) iriam até Puerto Ayacucho, capital do Estado venezuelano do Amazonas, onde os brasileiros estão presos. A partir de então ofícios e e-mails foram enviados para as autoridades brasileiras e venezuelanas, bem como para os parlamentares do dois países. Isso despertou o interesse de toda a bancada em especial do deputado federal Chico Rodrigues (PFL) e do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB). Os parlamentares roraimenses retransmitiram a denúncia para as autoridades diplomáticas, mas a repercussão não foi a esperada. O próprio Mecias de Jesus manteve contato via telefônica com membros do Itamaraty em Brasília e em Caracas e em todas as conversas foi dito que as providências estavam sendo tomadas. Numa das conversas o presidente da ALE-RR foi desaconselhado a enviar uma comissão para a Venezuela, visto que o julgamento de 11 dos 21 acusados tinha sido anulado e uma nova data estava sendo marcada. Esse julgamento ocorreu a sentença foi confirmada, mantendo os brasileiros encarcerados. Ministério Público O empresário Abraham Bayer trouxe - inclusive - cópias de parte do processo e após o presidente da ALE-RR ter determinado a sua tradução ficou constatado que o processo que corre na justiça venezuelana contém uma série de erros de fácil percepção. O próprio representante do Ministério Público da Venezuela constatou erros crassos como a falta de um tradutor para que os brasileiros entendesse a acusação, ouvindo-a na sua língua pátria. O MP pediu a anulação do primeiro julgamento, o que acabou acontecendo. Propina Os erros mais graves, entretanto, foram cometidos foram do processo, com a acusação de que um juiz teria cobrado R$ 20 mil (20 milhões de bolívares) pela liberdade dos brasileiros. Versões dão ainda conta de que um representante dos brasileiros teria aceito a oferta - feita por um advogado parente do juiz - mas que não teria cumprido com o acordo, que envolvia policiais e a direção do presídio e que por isso os brasileiros em vez de apenas acusados de crime ambiental também passaram a ser perseguidos já que denunciaram as autoridades venezuelanas, acusando-as de corrupção. Viagem Por diversas vezes a mesa diretora da ALE-RR voltou a discutir a necessidade de fazer uma visita ao presídio, mas foi alertada que só se justificaria se tivesse caráter humanitário, já que o Governo brasileiro, através do Itamaraty já teria colocado advogado para defender os brasileiros, não cabendo - portanto - a intervenção da ALE-RR no processo legal. "Resolvemos esperar uma posição mais enfática do Itamaraty, que infelizmente acabou não vindo," diz Mecias de Jesus. Mecias garantiu aos radialistas Izaías Maia e Márcio Junqueira que apóia integralmente a campanha da emissora, inclusive dentro do que for possível dando um suporte material para que a ensejada viagem aconteça, mas sugeriu que o movimento que está sendo feito com a coleta de assinaturas para formar um abaixo assinado e ser encaminhado aos presidente Lula (Brasil) e Hugo Chaves (Venezuela) busque uma repercussão no Itamaraty e no Congresso Nacional. "Infelizmente não dispomos da força suficiente para agirmos por conta própria, mas juntos poderemos fazer algo efetivo pelo presos, por seus familiares e por nosso país," disse Mecias. Abandonados Sem abordar diretamente o papel do governo brasileiro no assunto, o presidente da ALE-RR, se disse meio decepcionado com a frieza com que o Itamaraty trata o assunto. "Eles são bons de promover encontros comerciais, comprar e vender, mas na hora de defender os brasileiros presos em várias partes do mundo, nos parece que falta um esforço maior," disse Mecias de Jesus.

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