- 05 de janeiro de 2026
Mesmo comemorando o fato de a expectativa de vida do brasileiro ter aumentado 0,8% entre os anos 2000 e 2003, segundo relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) lamentou que este avanço não tenha sido tão significativo, comparado ao de outras nações. O índice do Brasil, de 71,3 anos, ainda é inferior até ao da Faixa de Gaza, uma das regiões mais conturbadas do planeta, onde as pessoas vivem, em média, 71,4 anos, disse o senador. - Perante os dados das nações desenvolvidas, nosso atraso fica evidente. No topo da lista encontra-se o Japão, com índice de 81,5 anos. Cá embaixo, na 86ª posição, estamos nós. Isso dá o que pensar. Melhoramos, é verdade, mas melhoramos o bastante? Por que sequer fomos capazes de reproduzir o desempenho de países semelhantes ao nosso, como Argentina e México? - indagou Mozarildo. O senador por Roraima registrou que, ainda segundo o IBGE, a expectativa de vida do brasileiro poderia ser ainda maior se não fosse tão alta a incidência de mortalidade em decorrência de causas externas. Ele destacou que, entre 1979 e 2001 foram registradas 1,2 milhão de mortes de pessoas nas ruas e estradas do país e 600 mil assassinatos. Mozarildo disse que, se por um lado os acidentes de trânsito vêm diminuindo desde a adoção do novo Código de Trânsito, por outro o número de homicídios aumentou explosivamente no mesmo período: em 20 anos houve um crescimento de 130% no número de assassinatos.