- 05 de janeiro de 2026
Sem aditivos extras, a Brasil Telecom (BRT) já entraria em quadra hoje com todas as razões para fazer a melhor partida do ano. Afinal, toda a preparação desde que a equipe foi arquitetada, em junho de 2004, está em xeque. Vitória contra o Oi/Campos, a partir das 20h, significa sobrevida e um terceiro duelo, sábado, no mesmo Maristão. Derrota, porém, tem leitura simples e amarga: eliminação e desemprego imediato para boa parte do elenco. Isso porque na primeira partida da série melhor-de-três, as candangas perderam, na casa rival: 3 sets a 1. Coincidência ou não, a empresa financiadora do time do DF resolveu dar, ontem, uma vitaminada extra nos brios. Em videoconferência no Setor de Indústria, o vice-presidente da Brasil Telecom, Jorge Jardim, confirmou a renovação do patrocínio para a próxima temporada. Como de praxe, sem alardear valores. Para o técnico William de Carvalho e para o supervisor Renan Dal Zotto, um voto de credibilidade, pois a chancela veio antes de a dupla medalhista de prata nas Olimpíadas de 1984 cumprir a meta originalmente acordada. Ou seja: terminar a Superliga entre os quatro melhores. "Isso traz uma tranqüilidade enorme", disse William, que havia sido informado do acerto há uma semana. Se sabia anteriormente, guardou segredo. O trio de atletas presente ao evento de ontem, composto pelas brasilienses Dayna e Tandara e pela líbero mineira Flávia, confessou surpresa. "Sabíamos que havia tendência, mas não certeza. É bom para nós também. Um motivo a mais para vencer e provar que podemos estar no grupo da próxima temporada", analisou Flávia. Outro ingrediente favorável está nos números. Embora tenham perdido o primeiro duelo contra Campos, três jogadoras da BRT figuram entre as nove mais eficientes da primeira rodada das quartas: Daniela Berto, na recepção; Camilla Adão, no levantamento, e Juciely Silva, no saque. "Perdemos, mas jogamos bem. Se acertarmos detalhes e usarmos o fator casa a nosso favor, podemos chegar lá", comentou o treinador. Os detalhes que William deixou no genérico, Flávia especificou. "O passe, nosso melhor fundamento, não saiu. E, apesar de sacarmos bem, faltou sincronia entre bloqueio e defesa. Se acertarmos isso, podemos vencer". Jovens revelações, Dayna e Tandara, se entrarem, têm algo mais a mostrar: ambas são candidatas à vaga na seleção infanto-juvenil, treinada pelo técnico de Campos, Luizomar de Moura