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CAMPEONATO CARIOCA - Treinador em uma sinuca de bico

Se o Fluminense errar o taco e não passar pelo Campinense amanhã, o técnico Abel Braga deve ser demitido


Nem bem digeriu a derrota por 2 x 1 para o Vasco, o Fluminense já se encontra em outra sinuca de bico, agora pela Copa do Brasil. E uma tacada errada contra o frágil Campinense (PB), amanhã, no Maracanã, tornará insustentável a permanência do técnico Abel nas Laranjeiras. O coordenador de futebol, Paulo Bhering, prefere não pensar no pior. "O Abel é o técnico e não falo sob hipóteses. Aliás, é proibido falar em derrota e em eliminação aqui", avisou Bhering, dando como certa a classificação. Abel, que passou a noite em claro com a derrota para o Vasco engasgada, minimizou o fato de estar novamente com a corda no pescoço, como antes da goleada sobre o América. "Só o que me faz perder o sono é o que acontece em campo como essa derrota. Fora dele, nada me traz inquietude". Mas a situação do Fluminense é preocupante, apesar da inexpressividade do Campinense. Após a derrota por 1 x 0, no jogo de ida, em Campina Grande, o Tricolor precisa fazer dois gols e não sofrer nenhum. Se levar um gol, terá de fazer três. Vencendo por 1 x 0, a decisão da vaga será nos pênaltis. Nos oito jogos da temporada (sete no Estadual e um na Copa do Brasil), o time sofreu gol em sete - a única exceção foi na goleada por 4 x 0 sobre o América. "Vamos ter de correr o risco porque começa 1 x 0 para eles. Não adianta apenas não tomar gol porque o empate sem gols é do Campinense", ressaltou Abel. Outra deficiência da equipe irrita o técnico: levar gol no início do primeiro ou do segundo tempo, o que aconteceu em quatro dos oito jogos em 2005. Na derrota para o Campinense o gol de Fábio Júnior saiu aos 4 minutos da segunda etapa. "Já desisti de alertar sobre isso. Agora, os próprios jogadores estão se cobrando", disse Abel, preocupado com os meias paraibanos Catende e Barata, e os atacantes Fábio Júnior e Miltinho. "Esses quatro são complicados e jogaram muito lá. O time é bom, mas vamos nos atirar em cima deles", avisou o técnico. O goleiro Kléber, que completa, amanhã, 100 jogos com a camisa 1 do Fluminense, afirma que a classificação é uma obrigação. "Se não corrermos riscos contra o Campinense, no Maracanã, vamos correr contra quem?", indagou. LembrançasA exemplo de Abel e Felipe, Fabiano Eller foi vítima do modesto Santo André, na final da Copa do Brasil, quando o Flamengo perdeu o título na derrota por 2 x 0, em pleno Maracanã. Pesadelo que ele não quer viver outra vez. "Agora não é decisão, mas serve de alerta. A exemplo do Santo André, o Campinense virá motivado", afirmou o zagueiro, que defende a permanência de Abel, mesmo que o Flu seja eliminado. "Troca de treinador é sempre ruim e não é só o Abel que está em situação difícil, mas todos nós", entende Fabiano, creditando à falta de entrosamento e de sorte o calvário tricolor.

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