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JACARÉ CONTRA-ATACA

Luiz Estevão apóia Marcelinho e exige punição a juiz, diretor (Pavão) e repórter (Alcir de Souza)


Marcelinho Carioca não tem sangue de barata. Pelo menos foi o que o presidente do Brasiliense, Luiz Estevão, deixou claro, nas entrelinhas, após gerenciar a primeira polêmica do Pé-de-Anjo em solo candango. Irritado com a violência do Guará e o atraso na reposição de bolas por parte dos gandulas do Estádio do Cave durante o empate por 2 x 2, pelo Metropolitano, Marcelinho perdeu o controle e tentou invadir o vestiário inimigo. Contido, arremessou um balde na intenção de atingir um membro da comissão técnica adversária. "Não conversei com ele (Marcelinho), até porque ele está cobertíssimo de razão. Foi insultado, xingado o tempo todo por diretores do Guará e por isso se insurgiu, irritado, contra o Pavão (Ademilton da Silva, supervisor do Guará) em protesto ao antijogo e à violência do adversário", ponderou Estevão, que comprou a briga do pupilo exigindo ao Tribunal de Justiça Desportiva e à Comissão de Arbitragem punição a outros três personagens do jogo de domingo. O primeiro é o árbitro José Caldas, acusado por Estevão de despreparado para cumprir as leis do jogo. "Ele não coibiu a violência e permitiu que o adversário desse porrada o tempo inteiro. Não torci para o Brasiliense vencer, mas para que o Marcelinho deixasse o campo com as duas pernas em movimento. Além disso, o senhor José Caldas permitiu a entrada de pessoas estranhas ao gramado", atacou o dirigente do Jacaré. As "pessoas estranhas" citadas por ele são Pavão, a quem Marcelinho tentou agredir, e o jornalista Alcir de Souza. Segundo Estevão, ambos coordenaram a pressão sobre os gandulas. "O senhor Alcir mentiu ao dizer no programa BSB Esporte (domingo à noite, na TV Brasília) que estava em campo portando o colete da ABCD (Associação Brasiliense de Cronistas Desportivos). Tenho a fita do jogo e ele está sem colete", acusa. "Além disso, ele (Alcir) teve a cara-de-pau de afirmar ser normal pedir aos gandulas que atrasem a reposição da bola", revoltou-se Luiz Estevão. Alcir, torcedor confesso do Guará e integrante da diretoria do clube até 1997, se defendeu. "O Luiz Estevão tem que se preocupar em conter o Marcelinho e não tentar atacar quem viu o que o atleta dele fez. Não fiz nada, muito menos incitei os gandulas a retardarem a reposição de bola. Muito pelo contrário. Tentei controlar o Marcelinho e fui xingado por ele", garante Alcir. Segundo Edson Rezende, responsável pela escala de árbitros, José Caldas será advertido hoje. "Ele foi condescendente com os gandulas. Esse erro é passível de punição por parte do tribunal", reconheceu o ex-árbitro Rezende. Já o presidente do TJD, Paulo Goyaz, aguarda as informações que lhe serão repassadas pelo auditor que esteve no Estádio do Cave. Por sua vez, a ABCD promete apurar a presença de Alcir de Souza no gramado.

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