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NA CORDA BAMBA - Márcio Accioly

Continua ainda, na pauta do dia, discurso proferido por Dom Luiz Inácio (PT-SP), no Espírito Santo, que confessou com todas as palavras ter acobertado corrupção praticada por seu antecessor, FHC (1995-2003). Sua excelência se referiu especificamente à questão das "privatizações", quando quase todas as nossas estatais foram vergonhosamente doadas, financiadas pelo BNDES na bacia das almas.


Continua ainda, na pauta do dia, discurso proferido por Dom Luiz Inácio (PT-SP), no Espírito Santo, que confessou com todas as palavras ter acobertado corrupção praticada por seu antecessor, FHC (1995-2003). Sua excelência se referiu especificamente à questão das "privatizações", quando quase todas as nossas estatais foram vergonhosamente doadas, financiadas pelo BNDES na bacia das almas. De lá para cá, tudo mudou para pior. Mas o PT, que passou quase 25 anos de sua existência lutando para chegar ao poder, prometendo reforma nos métodos e costumes, terminou por se acumpliciar com o que existe de pior, segundo o próprio presidente. Seria o caso de os parlamentares federais tomarem as rédeas da situação, na defesa dos interesses do país. Aplicando, apenas, o que preceitua a Constituição Federal no seu artigo 85, inciso V, ao abordar "a probidade na administração". O nada fazer irá equivaler à colocação de todos na mesma panela. O que FHC fez ao Brasil foi a mesma coisa que aconteceu na Rússia de Gorbatchev e Boris Yeltsin. Arrasaram aquele país, entregaram tudo a asseclas e apaniguados, fazendo brotar a violência no alto grau de miséria imposta. As riquezas da extinta União Soviética foram entregues à máfia e grupos associados com os detentores do poder, no depósito farto de comissões em contas bancárias no exterior. Quem tiver qualquer dúvida, consulte o livro de Joseph Stiglitz, "A Globalização e seus Malefícios". Ex-economista-chefe e ex-vice-presidente sênior do Banco Mundial, além de consultor do governo Bill Clinton (1993-2001), ele acompanhou bem de perto toda a estratégia montada pelo FMI no trato da globalização, tornando-se crítico vigoroso da forma como foi efetuada. No Brasil, apesar das irrefutáveis denúncias, nada se fez até o presente para se apurarem atos criminosos praticados por FHC, cujas ações no exercício da Presidência devem ser consideradas crime de lesa-pátria. E nem precisaria de muita coisa. Bastaria verificar o acontecido no setor elétrico, quando foram entregues a bilheteria do sistema, levantando-se o valor total do calote da Eletropaulo, no favorecimento de empresas internacionais que ao levarem tudo deixam a terra arrasada. A gestão FHC também não iria resistir a uma análise apurada do que se fez com a Petrobras, através da Lei 9.478/97. Mas é preciso lembrar que a condição de cúmplice do PT ficou bem clara a partir do instante em que este assumiu o governo (2003), quando negociou a não formação de CPI no Congresso Nacional. Justamente a que deveria apurar o caso da privatização do Sistema Telebrás. Por conta de tudo isso é que o ex-presidente FHC se atreve a colocar a cabeça de fora e falar numa sua possível candidatura presidencial, para 2006, quando já deveria ter sido julgado e preso. A Câmara dos Deputados, que deu um grito de liberdade na eleição do deputado Severino Cavalcanti (PP-PE) para sua Presidência, bem que poderia exercer sua autonomia na plenitude e admitir a acusação de improbidade por parte de Dom Luiz Inácio. Nada falta para que se dê início ao processo, já que o mais alto mandatário do país é réu confesso. Talvez, assim, pudéssemos dar início às mudanças que todos desejam. Sob ameaça de impeachment, o presidente certamente abriria o bico e daria nome aos bois, seus cúmplices. Email: [email protected]

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