- 03 de fevereiro de 2026
Brasília - Não é nenhuma novidade, o fato de ter havido corrupção em todos os escalões na gestão FHC (1995-2003), quando o então presidente tucano contava com apoio incondicional da chamada grande imprensa para desmontar, esquartejar e entregar o país. Os jornalões vinculados ao Orçamento Federal, e ao capital financeiro internacional, cuidavam de desinformar e contribuir na entrega desvairada das estatais brasileiras. O próprio deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), então candidato à reeleição (opositor veemente de FHC), declarava em entrevistas que iria lutar pela instalação de CPIs tão logo retornasse à Câmara, pois, desta feita, contaria com maioria parlamentar e com a figura do presidente da República de sua agremiação, tornando as coisas mais fáceis. Apurado o resultado eleitoral, não deu outra: o PT elegeu o presidente do Brasil e a maior bancada de deputados federais, comprovando a tese de que possuía credibilidade, ancorava-se no apoio das desamparadas classes médias e se materializara em inegável esperança nacional. Mas o resultado final foi altamente frustrante! João Paulo Cunha, quando cobrado a respeito das CPIs, afirmou que houvera efetuado tal promessa apenas para "garantir" a reeleição. E, ao assumir a Presidência da Câmara dos Deputados, embarcou em inacreditável canoa stalinista. Basta dizer que ordenou a invasão do recinto daquela Casa pela Polícia Militar do Distrito Federal, na ocasião em que aposentados se manifestavam contra a reforma previdenciária. Assustado com a repercussão negativa do episódio, já que invasão como aquela não acontecera nem mesmo durante a fase mais dura do regime militar (1964-85), João Paulo exibiu outra vez sua vocação de ator desqualificado, histrião, ao chorar diante das câmeras televisivas, pedir desculpas publicamente e "lamentar" o espancamento de pessoas idosas que desejavam tão-somente a manutenção de direitos ameaçados. Mas, o presidente da Câmara iria ainda vivenciar outras oportunidades, no exercício da defesa de lamentáveis pontos de vista: e colocou as unhas de fora, novamente, quando o "Jornal da Câmara" noticiou de forma correta a condenação em primeira instância do então primeiro vice-presidente da Casa, Inocêncio Oliveira (PMDB-PE), à época no PFL, por utilizar trabalho escravo numa fazenda que possuía no Maranhão. Ninguém entendeu nada, pois tal atitude se contrapunha em todos os sentidos à história da própria legenda petista. Como não houve quem entendesse a guinada de 180 graus nas posições do próprio presidente, Dom Luiz Inácio (PT-SP), dando seqüência à entrega indiscriminada de nossos recursos naturais, comportamento que condenava sobremaneira no seu antecessor. Agora, as pessoas se quedam diante do cinismo explícito. Eis que Dom Luiz Inácio revela, com todas as palavras, ter abafado casos de corrupção da administração passada, só para manter a auto-estima dos brasileiros. Acumpliciou-se, colocando-se no mesmo nível. Com os olhos injetados e suando muito, na falta de concordância verbo-pronominal, sua excelência confessou que FHC não foi responsabilizado por crimes praticados, devido à interferência do seu sucessor, ele próprio. E o PSDB está fazendo o maior escarcéu, ameaçando inclusive com impeachment. Sabe-se que o imbróglio criado faz parte de manobras escusas, com a finalidade de se buscarem argumentos para a disputa presidencial de 2006. Este é um dos quadros mais vergonhosos de nossa história. A constatação gritante de prática ignominiosa generalizada. Email: [email protected]