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PT é abreviatura de incompetência - * J. R. Rodrigues

A humilhante derrota do esquadrão petista na Câmara Federal é um sinal claro de que há uma diferença quilométrica entre o que o PT prega e o que os petistas - no poder - fazem. Não tem sido por falta de avisos, do poder central passando pelos grandes estados e cidades brasileiras, indo até o mais modesto dos municípios, a gestão do PT - de um modo geral - pode ser traduzida em uma única palavra: - Desastrosa.


A humilhante derrota do esquadrão petista na Câmara Federal é um sinal claro de que há uma diferença quilométrica entre o que o PT prega e o que os petistas - no poder - fazem. Não tem sido por falta de avisos, do poder central passando pelos grandes estados e cidades brasileiras, indo até o mais modesto dos municípios, a gestão do PT - de um modo geral - pode ser traduzida em uma única palavra: - Desastrosa. O PT é sinônimo de desastre, em Roraima, São Paulo, Brasília, Porto Alegre e - agora - na patética eleição para a presidência da Câmara onde a incompetência do PT foi pujante, visível e até risível. Tudo que o PT prega faz ao contrário, prega o companheirismo, mas trai o país e seus próprios companheiros; prega unidade, mas age como uma raposa doente sem comando e sem coerência interna; prega a defesa da soberania do país, mas anda de quatro com as peças íntimas arriadas, fazendo o jogo dos países ricos, sucateando o que restou do Brasil na maldita era FHC ; prega a defesa dos trabalhadores - aliás esse foi o mote de sua criação - mas age contra os interesses de todas as classes de trabalhadores, em defesa - sim - dos patrões, banqueiros e multinacionais das nações poderosas, ricas e insensíveis. O comportamento traiçoeiro do PT mostra - antes de tudo - que não havia o preparo, não obstante, as experiências bem sucedidas em administrações municipais de pequenas, médias e grandes cidades, em governos estaduais e até com expoentes da política nacional no congresso e - principalmente - pelas sucessivas derrotas do senhor Luiz Inácio Lula da Silva em campanhas presidenciais. O PT que não aprendeu na derrota é o mesmo que não faz o mínimo de esforço para aprender alguma coisa no exercício do poder. Interesses pessoais, mesquinhos, egoístas, etc. substituem as honrosas e briosas biografias daqueles que fizeram o PT nascer e também daqueles que insistem em acreditar que é possível mudar o país - para melhor. No PT não há lugar para a coerência, para o bom senso, nem para a verdade, o PT oficial mente e comete trapalhadas que - ao final das contas - só antecipam o final do conto de fadas petistas. Na madrugada desta terça-feira o Brasil inteiro assistiu - via TV Câmara - ou em flashes de tv paga - a derrota do PT egoísta, do PT despreparado para o Poder, do PT que não cumpre acordos, que - aparentemente se deleita em sucessivas derrotas, quando o normal seria impedir que elas acontecessem. A vitória do deputado pernambucano Severino Cavalcanti depois da palhaçada promovida pelo núcleo que hoje detém o poder central do país é um prenúncio do que pode acontecer em 2006, com a previsível derrota de Lula diante de uma candidatura qualquer do centro ou de direita. Cegos pela sã incompetência vão dizer que a direita está sendo mais reacionária que nunca; que os 300 votos de Cavalcanti equivale aos 300 picaretas cantado em verso e prosa pelo próprio presidente Lula num passado recente. Mas - afinal - o pior derrotado é aquele que não reconhece seus erros e culpa os outros pelo vexame. Assim tem sido o PT no governo federal, uma seqüência tosca da era FHC, com a ressalva de que os tucanos eram mais descarados e - aparentemente - tinham mais pressa em afundar de vez o país. Pelos menos nos serve de consolo em vê que para cada trapalhada e sacaneada do PT, o retorno é imediato e isso vem através de uma derrota corriqueira ou de uma decepção ainda maior. Nos consola saber que quem acreditou no PT e em suas propostas, quem foi às urnas, quem votou uma, duas, três, quatro vezes em Lula estava sendo enganado e cometendo o único pecado de acreditar que é possível sonhar com um país melhor, com partidos políticos diferentes, com lideranças políticas diferenciadas. Ledo engano, afinal o PT não é diferente do PMDB, PFL ou PSDB, e - convenhamos - tem demonstrado ser ainda bem pior. * jornalista

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