- 05 de janeiro de 2026
Edersen Lima, Editor E-mail enviado à Redação deste Fontebrasil dá conta de que, além do enteado Rodrigo Jucá (chefe da Fetec) a prefeita Teresa Jucá empregou na Prefeitura de Boa Vista o futuro genro (secretário de Meio Ambiente) e a filha Luciana Surita Macedo como assessora especial. Juntos, o trio ganharia R$ 26 mil por mês. Não vejo nenhum motivo para estardalhaço. Isso não é o fim do mundo. Não causa - pelo menos a mim - nenhuma surpresa. Qual o político não emprega filhos, mulheres, maridos, amantes, parentes e aderentes? Quem de nós não empregaria um irmão ou a mulher? Eu mesmo estando lá (no poder) empregaria um parente - ou mais-. Pra quê a hipocrisia de negar o óbvio? Tudo bem que existem suas exceções, mas afirmo sem pestanejar: De cada grupo de 10 políticos, nove empregam parentes. Isso é cultural. Normal. Faz parte. È vergonhoso? Sem dúvida! Imoral? Lógico! Oportunismo? Claro! Bocada braba? Com certeza! Chic ou fashion? De jeito nenhum! No caso de Teresa, seria apenas nepotismo desavergonhado. Porém, nada surpreendente. Não sei se a prefeita se candidatou à reeleição pensando em empregar parentes e aderentes na PMBV. Ela nada falou sobre o assunto. Mas, com certeza, o eleitor não votou nela pra isso. Agora... No quesito nepotismo disfarçado, Teresa não difere de outros políticos de Roraima e do resto do país. Só não combina a sua indignação com notícias de desvio de dinheiro público quando dinheiro do poder público serve para dar uma azeitada na vida de parentes tão próximos. De acordo com o seu discurso moralizador, é de se entender que empregar um parente é uma coisa feia. Muito feia. Assumo meu lado oportunista e desavergonhado. Repito, empregaria sim um ou mais parentes no setor público. Porém, com um detalhe: Jamais empregaria um parente incompetente ou para usar o emprego como trampolim eleitoral. Por incrível que pareça, ainda me sobra um restinho de pudor. Pode? Pode, sim. Tudo bem que você contribuinte pague além de casa, comida, roupa lavada, viagens em classe executiva, diárias e mais R$ 15 mil mensais, ainda banque - segundo e-mail enviado - os salários de R$ 9,5 mil para enteado, mais R$ 9,5 mil para futuro genro e mais R$ 7 mil para a filha que vai casar, mas patrocinar candidaturas pára-quedistas não seria um exagero? A cota de Teresa em ter apenas o enteado, a filha e o futuro genro bem empregados na Prefeitura seria até pequena diante de outros governantes. Mas pelo sim, pelo não, serve bem de aviso e justificativa. Aviso, para os atuais deputados estaduais e federais sobre os nomes que vão ter prioridade em 2006. E justificativa, porque antes não se empregava parentes: Eles ainda eram pequenos.