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TSE pode intervir no TER/RR

Não está descartada a possibilidade de as investigações da Polícia Federal, em andamento em Boa Vista, tenham novos desdobramentos a nível superior, provoquem intervenção no tribunal no TRE/RR, depois que os federais desencandearam a Operação Pretório, com a prisão de funcionários da Justiça Eleitoral local e da esposa e sogra do desembargador-presidente Mauro Campello.


Brasília - Uma importante fonte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em Brasília aventou agora a pouco a possibilidade de as investigações da Polícia Federal, em andamento em Boa Vista, tenham novos desdobramentos a nível superior, não sendo descartada a intervenção no tribunal no TRE/RR, depois que os federais desencandearam a Operação Pretório, com a prisão de funcionários da Justiça Eleitoral local e da esposa e sogra do desembargador-presidente Mauro Campello. A mesma fonte esclareceu que o TSE vinha recebendo "informes sigilosos" de investigações que estavam em curso contra possíveis irregularidades praticadas no TRE/RR, com a participação ativa da mulher do presidente do tribunal, Larissa Campelo, e de sua mãe Clementina Mendes. "Alguns ministros, ao tomarem conhecimento da operação da Polícia Federal que resultou na prisão de servidores do tribunal, não se surpreenderam com o fato, já que vinham sendo informados das investigações", disse a fonte do TSE. A intervenção do TSE seria um ato superficial, isto é, uma "intervenção branca", com o pedido para que os membros do tribunal envolvidos nas investigações sejam afastados e substituídos por outros desembargadores. "Ocorre que as investigações não se restringem apenas a atos administrativos puramente, mas a decisões jurídicas do tribunal, que culminaram com injustiça sob à vista da legislação eleitoral", indicou a fonte. Quando os processos movidos pelo atual governador de Roraima, Ottomar Pinto, contra o ex-governador Flamarion Portela chegaram a Brasília, alguns ministros do TSE chegaram a criticar duramente o colegiado do TRE/RR, por não ter levado em conta as razões dos recursos impetrados por Ottomar. Essa situação foi uma das razões que levaram os ministros do TSE a aceitar o recurso de Ottomar Pinto e cassar o mandato de Portela, sem antes, no primeiro julgamento em agosto do ano passado, terem criticado a postura do tribunal em Roraima.

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