- 05 de janeiro de 2026
Brasília - "Anote aí: o próximo presidente da República, seja quem for, será ainda pior do que o atual". A frase, pronunciada por um parlamentar federal do PT de São Paulo (que não quis se identificar), reflete com dolorosa clareza a ausência de opções num país que a cada dia mais e mais se afunda em guerra civil não declarada. Guerra agravada pela total omissão de nossas "autoridades". O problema crucial diz respeito a modelo econômico esgotado e falido. Que se repete ad aeternum, como se fosse possível colher resultado diferente na mesma prática combalida. Modelo que o PT combateu durante os anos em que foi oposição, para abraçá-lo alegremente na primeira oportunidade, a partir do primeiro dia de posse de Dom Luiz Inácio (PT-SP). O Brasil está sendo asfixiado. Nos estertores, poderá explodir. Imaginava-se que, depois da saída de FHC (1995-2003), responsável pela completa desnacionalização de nossa economia, a situação iria mudar radicalmente. Mas tudo não passou de sonho fugaz de noite de verão. FHC, que sequer assumiu filho extraconjugal com a jornalista Míriam Dutra (Rede Globo), não iria chamar a si a responsabilidade por crimes deliberados, cometidos em plena luz do dia e com a conivência da maioria dos integrantes do Congresso Nacional. Os membros da administração petista dizem uma coisa pela manhã e outra à tarde. O que é feito vai exatamente na contramão daquilo defendido ao longo dos anos em que a legenda construiu sua reputação. O presidente da República, que nada faz, nada lê e nada sabe, não resistiria a teste de bafômetro que se realizasse depois das onze e meia da manhã. Tristeza e desencanto! O presidente nacional do PT, ex-deputado federal José Genoíno (SP), apontado como delator de todos os companheiros de guerrilha no Araguaia, afirmou recentemente que o prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), deveria "descer do palanque e governar". Mas se esquece de que Dom Luiz Inácio vive colocando a culpa de todos os dramas que ora vivemos em cima da gestão de seu antecessor, FHC, comparado "a um vendaval como o que aconteceu na Ásia", trocando as bolas na evidência de descomunal despreparo. Que fazer? Não existe punição para ninguém do alto escalão. Não se encontra um só desses chamados marginais do colarinho branco em merecida prisão. Flagrados nos mais sórdidos atos, circulam livremente e podem sair candidato quantas vezes desejarem. Assaltam os cofres públicos, dilapidam o patrimônio e fica por isso mesmo. Enquanto isso, o Banco Central, presidido por Henrique Meirelles, trabalha as 24 horas do dia dentro de estratégia que tem como único objetivo o de levantar a economia do EUA (onde morava em Washington, antes de assumir, e onde realizava festas monumentais, segundo o colunista Cláudio Humberto, recebendo seus convivas vestidos de baby-doll). Quando o dólar cai, ele faz tudo para valorizá-lo, alegando prejuízo com as exportações. O governo petista é fascista, composto de mentirosos da pior categoria (ou da melhor, dependendo do enfoque), cuja permanência nos altos postos busca desfrute de privilégios e mordomias. Querem a censura, a mordaça no Ministério Público e a manipulação dos dados do IBGE, numa reviravolta completa de posições. O Brasil observa a ruptura gritante de quadro social que não tem mais como ser contido nem evitado. Mas os donos do poder não enxergam nem pressentem o verdadeiro tsunami que ameaça nos engolfar. Vazios de idéias e palavras, não conseguem mais enganar. Email: [email protected]