- 05 de janeiro de 2026
Edersen Lima, Editor Brasília - Romero Jucá é candidato ao governo de Roraima no ano que vem. Pelo menos, ele ainda não desmentiu a intenção anunciada em outubro, logo nos primeiros dias após a reeleição de Teresa. Depois de três meses de governo Ottomar Pinto, Romero já percebeu que parcerias entre as gestões estadual e municipal até podem ocorrer, mas nada que signifique composição como em 2002. Paquerar, pegar na mão pode. Beijar e casar são outros quinhentos. A conversa sobre orçamento da União usada pelo senador como desculpa para encontros e reuniões com cinco prefeitos interioranos parece mais com historinha da carochinha. É incrível a capacidade que o político tem de negar o óbvio, diante do óbvio. Os cinco prefeitos procurados por Romero estão longe de Ottomar. Do mesmo modo, Romero não procurou prefeitos já enraizados em outros grupos, como Paulo César Quartiero, de Pacaraima, ligado à dupla Augusto Botelho e Rodolfo Pereira. O que está sendo acertado, segundo informou um desses prefeitos, são ainda articulações preliminares, consultas sobre a situação política e econômica do estado, e potencialidades de composições partidárias. Em outras palavras: a união faz a força. Tradicionalmente, Romero Jucá não caminha com muita gente. Ter o apoio de cinco dos 14 prefeitos está de bom tamanho. No varejo, Romero quer causar um clima de desarticulação entre governo do estado e prefeituras. Como as sensibilidades políticas em Roraima se arrepiam à flor da pele, não dou um mês para esses prefeitos serem vistos como de oposição a Ottomar Pinto, liderados pelo candidato Romero Jucá.