- 03 de fevereiro de 2026
IR À JUSTIÇA O senador Mozarildo Cavalcanti defendeu ontem que o governo de Roraima vá à Justiça para obter a transferência das terras que pertenciam ao ex-território federal. A medida, já deveria ter sido tomada pois lá se vão 15 anos que o estado foi implantado e a União é que responde por essas terras. GATO POR LEBRE Ontem este Fontebrasil comentou que apesar de Roraima ter o senador Romero Jucá há 10 anos infiltrado em lideranças de tudo quanto é governo (de FHC a Lula), o maior problema do estado continua sem ser resolvido. É mesmo coisa de política, pois o que parece ser é muito menor do que realmente é. Romero Jucá passou oito anos hora líder, hora vice líder de FHC e há dois anos é agregado na liderança do governo Lula, não deu ainda para usar de influência para só fazer cumprir o que manda a Constituição? LIMINAR Em tempo, Mozarildo Cavalcanti, sem nunca ter assumido qualquer liderança governista, conseguiu barrar através de liminar no Supremo Tribunal Federal a portaria que demarca a Raposa/Serra do Sol, o que deu novas esperanças à maioria indígena e à sociedade em promover a criação de uma reserva condizente com as necessidades das comunidades silvícolas entrelaçadas com os interesses de desenvolvimento do estado. CORTEJADO Por falar em Mozarildo, três partidos (PP, PL e PTB) estão cortejando a filiação do senador que já anunciou que deixará o PPS por não cumprimento de acordo firmado com a direção regional do partido. E AGORA? O líder do PFL no Senado, José Agripino (RN), pediu informações ao ministro da Defesa, José Alencar, sobre o suposto uso de jatos da FAB e lanchas da Marinha por amigos do filho de Lula. Em caso de resposta positiva, ele recorrerá ao TCU para que a União seja ressarcida. FICOU PRA DEPOIS O governo gastou no ano passado R$ 54,951 bilhões em custeio --gastos obrigatórios, como a folha de pagamento-- e investimento. Além desse valor, foram gastos mais R$ 7,172 bilhões com os chamados restos a pagar, contas pendentes de anos anteriores e que foram quitadas em 2004. Os dados foram divulgados hoje pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. No entanto, os dois valores somados ainda ficam abaixo do que o governo se comprometeu a gastar (empenho) em 2004, que era R$ 64,456 bilhões. Com isso, o governo deixou para este ano R$ 9,5 bilhões de restos a pagar. Segundo o ministro interino do Planejamento, Nelson Machado, o ritmo de gastos está "dentro da normalidade" e faz parte da "execução orçamentária". Parte do que o governo não gasta serve para cumprir a meta de superávit primário (economia paga o pagamento da dívida), que é de 4,5% do PIB(Produto Interno Bruto). NEGÓCIO ESCOLAR O processo de licitação para o fornecimento de fardamento escolar ao Governo do Estado está deixando muita gente com a pulga atrás da orelha, por causa das inúmeras dificuldades que estariam sendo criadas para desestimular prováveis fornecedores. Esse pacote interessa a muita gente, porque envolve a produção de pelo menos 1,1 milhão de camisetas. Isso sem falar nas calças. Quer dizer, o negócio todo gira em torno de uns R$ 10 milhões. MALHA FINA A Receita Federal liberou ontem a consulta ao primeiro lote residual das declarações do Imposto de Renda de 2004 (ano-base 2003). A consulta poderá ser feita pela internet (www.receita.fazenda.gov.br) e por telefone (0300-780300). Nesse primeiro lote residual foram liberadas 163.348 declarações, sendo 76.006 com imposto a pagar, correspondendo a R$ 21,823 milhões. Também foram processadas 46.206 declarações com imposto a restituir, no valor de R$ 59,999 milhões. As declarações incluídas nesse lote foram corrigidas em 11,23%, referente à variação da taxa Selic no período de maio a dezembro de 2004 e mais 1% de janeiro. CLÁUDIO HUMBERTO: Por que me ufano - Além do Fórum Mundial em Davos, Suíça, o "Air Force 51" levará Lula a Paris para visita oficial, em julho. O Airbus de todas as polêmicas chega a Brasília na madrugada de quinta (13, claro) para sexta-feira. MACACO SIMÃO: E duas louras estavam apreciando o luar quando uma disse: "O que está mais distante: a lua ou Londres?". E a outra: "Que pergunta mais sem sentido. Daqui por acaso você vê Londres?". Rarará!