- 03 de fevereiro de 2026
Apesar de não ter nascido em Roraima, acredito, com o devido respeito, ter mais amor e consideração por esse Estado do que muitos roraimenses "legítimos". Fico estarrecido ao ler nos periódicos locais a notícia de que a FUNAI demarcou MAIS DUAS ÁREAS INDÍGENAS EM RORAIMA. Daqui a pouco tempo não restará muito solo roraimense destinado aos "não-índios". É inevitável não fazer um questionamento automático: onde estão os políticos que deveriam representar o povo roraimense? Se é certo que existem alguns que mal sabem escrever o próprio nome e outros que só aparecem no Estado em ano de eleições, há aqueles nascidos, criados, erradicados na "terrinha" que deveriam agir de maneira mais enfática e eficaz, afinal, são pagos (e muito bem), para isso. Até quando ouviremos a afirmação de que Roraima é "uma terra sem dono"? Até quando reinará esse jogo de empurra-empurra? Todas as decisões relacionadas à questão indígena em Roraima são baseadas em critérios unicamente políticos, logo, quem deve intervir são eles: os parlamentares municipais, estaduais e, principalmente, os federais. Percebe-se, no entanto, que é mais fácil ficar esperando o gordo salário no final do mês (mais alguns "agradinhos" de terceiros "desinteressados", vulgarmente chamados de "guaraná", ou "jabá", na linguagem jornalística), desfrutando mordomias, viajando para a Europa com o dinheiro do povo, do que expor suas belas imagens, opiniões e atos em defesa do povo roraimense como um todo, receosos de que privilégios escusos sejam cortados. Sem querer ser xenofobista, mas levando em consideração a justificativa que é espalhada pela boca de populares para explicar que os eleitos "de fora" não fazem nada porque não têm compromisso com o Estado, eu devo lembrar que tem muitos que são minhocas, da terra, roraimenses do pé rachado, macuxis. Ou será que a célebre promessa de campanha de trabalhar em benefício do povo foi esquecida? Talvez tenha ficado uma lacuna: Trabalhar em benefício do povo...lá da minha casa. E viva o nepotismo!