- 03 de fevereiro de 2026
Brasília - Na audiência mantida com o governador de Roraima, Ottomar de Sousa Pinto (PTB), em que abordou a homologação da reserva indígena Raposa/Serra do Sol, o presidente Dom Luís Inácio Lula da Silva (PT-SP) revelou abertamente o que se sabe nos bastidores, mas não se admite publicamente. Que disse sua excelência? Que quando vai à ONU e países do chamado primeiro mundo, é "pressionado para homologar tudo em área contínua". Essa história da reserva vem dos tempos do então presidente Collor de Mello (15-03-1990 a 02-10-92), o qual, antes de ser afastado por impeachment, vivia bajulando os donos do poder mundial, exibindo-se como se personagem de circo fora e adotando comportamento que beirava à juvenilidade e cretinice. O ex-presidente norte-americano George Bush (1989-93), pai do atual, gostava de chamar aquele nosso dirigente de "Indiana Jones", massageando o ego do janota de tempos idos, que não atentava para o ridículo papel a que se prestava, valorizando-se com tal epíteto. A verdade nua e crua é que os EUA e a Europa estão de olhos postos nas riquezas minerais brasileiras e pretendem delas se apropriar na primeira oportunidade. O problema é que terão de ocupar o solo pátrio, mudarem-se de lá para cá. Porque nossa população não se mostra disposta a continuar nesta "colaboração" de mão única, insatisfeita com a condição escrava, pagando dívida externa (com suor e sangue) que é puro roubo, fundada em juros extorsivos e praticados por agiotas sem pudor e sentimento. E os membros da Terra do Tio Sam não terão como transferir água potável, minérios e o que mais desejem, em simples transposição. Se fosse tão fácil levar as riquezas de um país para outro, a situação no Iraque seria um mar de rosas. Ali, os EUA derrubaram a ditadura de Saddam Hussein e instalaram sistema terrorista em que os islâmicos são mostrados como descendentes de Satã e o presidente George W. Bush, atendendo aos apelos das grandes corporações, como amante da democracia e da liberdade, louvado seja! E haja bomba, explosões, mortandade de civis que leva a real genocídio, e ocupação indevida de cidades e mesquitas. Sem contar a brutal tortura sistematicamente praticada em larga escala, desde a prisão de Abu Ghraib, passando por qualquer delegacia controlada pelos ianques, até a prisão de Guantánamo, onde crimes hediondos são cometidos em nome da defesa dos ideais do mundo livre. A existência é um horror! Confirmando as colocações de George Orwell (1903-1950), no romance "1984", o que o ser humano diz e prega reflete exatamente o contrário do que faz. As misérias perpetradas pelos grandes impérios, sempre em defesa da hora, moral e ética, legitimam assassinatos, estupros, saques, extrosões e torturas inomináveis. A roubalheira hoje se perfaz abertamente, como na invasão do Iraque, onde apenas se recorre ao petróleo. Sempre se encontra, no entanto, maneira própria de se iludirem incautos, convencendo muitos e muitos de que tais atos ignominiosos devem ser defendidos. Em último caso, coloca-se o hino nacional, enrolam-se caixões e cadáveres com a bandeira do país, bate-se continência na guarda formada e o opróbrio será reconhecido como justo. A impressão que se tem é a de que o mundo se posiciona na vizinhança de cataclismo inevitável. A questão reside em se saber como e quando acontecerá. A exclusão social promovida pela ganância, em interminável violência e abuso (onde o mais fraco se vê excluído de todo e qualquer direito), pavimenta caminhada para o abismo. Os bem nutridos e bem cuidados são os únicos a não enxergarem as hordas de maus servidos e espoliados. Email: [email protected]