00:00:00

PAPILLON - Ex-agente da CIA confirma investigação de fotógrafo

O fugitivo francês Henri Charrière foi o maior farsante da literatura mundial, aproveitou-se dos manuscritos de René, escrito no Surumú, em Roraima, pagou para que uma outra pessoa os modificassem para dar a entender que ele era o autor!


Platão Arantes O fugitivo francês Henri Charrière foi o maior farsante da literatura mundial, aproveitou-se dos manuscritos de René, escrito no Surumú, em Roraima, pagou para que uma outra pessoa os modificassem para dar a entender que ele era o autor! Publicado em 1969, o livro Papillon chegou a ser o terceiro mais vendido no mundo, porém, quando Henri apresentou-se na França em 1972 entrou em muitas contradições, foi considerado pela mídia e por intelectuais da época como "falso e impostor", para não ser desmascarado, ele fugiu para Madri, capital da Espanha, onde faleceu em 1973. Apesar da certeza de que Henri jamais escreveu os livros Papillon e Banco, ninguém jamais descobriu quem realmente foi o autor dessas obras. Essa mentira durou duas décadas, e começou a ser desvendada em 1993, quando aqui cheguei a Boa Vista! Isso me foi confirmado por Bruno Reichlin, um suíço alemão que mora na Venezuela desde a década de 70. Bruno, um ex-agente da "CIA", Centro de Inteligência Americana, um especialista em armamento, fora enviado para dar treinamento a militares venezuelanos de como manusear as armas que seriam vendidas pelos americanos. Bruno também deu treinamentos ao Grupo Especial de Tropas da Guarda Nacional, tática de guerrilha, sobrevivência de selva, ajudou a reorganizar os presídios, especialmente o de El Dorado; apaixonou-se pela região, naturalizou-se cidadão venezuelano e deixou a CIA para tornar-se "Comandante Instrutor". Quis o destino que ele recebesse de um amigo o meu livro "Papillon - O Homem Que Enganou O Mundo", depois de lê-lo e ver as dificuldades que tive para reunir provas, interessou-se pelo assunto e entrou em contato comigo, marcamos um encontro em maio de 2003, aqui em Boa Vista, Bruno contou que Henri era um mentiroso, e prometeu levar-me para visitar o interior da prisão de El Dorado. Em 24 de junho de 2003 e na hora marcada, cheguei naquela prisão. Encontrei Bruno a minha espera, entramos no presídio, fui apresentado ao tenente Garcia, Comandante de plantão, e a outros militares, conversamos bastante, e em dado momento perguntei em que período Henri Charrière esteve preso alí. Respondeu o tenente Garcia: - Isso é boato, não existe nenhum documento que prove que ele ficou preso aqui! Para colocar o militar a par das declarações de Henri, solicitei sua atenção e disse-lhe: - Tenente Garcia, Henri afirmou no livro Papillon que passou 13 anos preso aqui em El Dorado e que foi liberto em 03 de julho de 1944. Ele afirmou também que na sua saída ele recebeu a carteira de Identidade N.º 1.728.629, emitido pela Colônia Penal de El Dorado! Em Banco ele afirma que El Dorado é uma prisão construída no meio do rio, ou seja, uma ilha ! Tenente Garcia: - Aí temos três mentiras! El Dorado não é ilha! Também não a nenhum registro que no passado era emitido identidade aqui, tudo era feito em Caracas! E em 03 julho de 1944 o presidio ainda não funcionava, foi inaugurada em 21 de outubro de 1944, conforme documento fixado naquele painel! E Henri jamais ficou preso aqui. Fui até o painel e comprovei, o que o militar dissera, aproveitei para reproduzi-lo: Esse documento uma prova das mentiras de Henri Charrière. Com essa a comprovação, deixei o presídio. na expectativa de conseguir a identidade, Bruno orientou-me como consegui-la, seguindo suas informações viajei para Ciudad Guayana, e fui ao prédio do DIEX (Departamento de Identidade Estrangeira). Apresentei-me a funcionária indicada por Bruno, depois das explicações ele introduziu no computador principal o número 1-728.629 da identidade que Henri cita nos livros, lá apareceu as seguintes informações: - Charriero Henry Scherry, nascido em 16-11-1906, emitida em 1951... sua 1ª renovação aconteceu em 1956. essas datas não batem, Henri Afirma ter recebido a identidade em 1944 e a data real em que ele a tirou em Caracas foi em 1951 ou seja 7 (sete anos) de diferença, e 7 (sete) é conta de mentiroso, obviamente ele usou El Dorado como álibi, ficando comprovado em definitivo que Henri foi o maior mentiroso e jamais escreveu livros. [email protected]

Últimas Postagens