- 05 de janeiro de 2026
Um mês de governo Ottomar Pinto e muita coisa mudou no estado. Porém, sem grandes traumas, sem perseguições e nem demissões em massa como muito se ventilou, o Palácio Hélio Campos tem tratado a formação de uma grande aliança política/partidária com o mesmo interesse com que está definindo suas áreas de atuação administrativa. Em lua de mel com a opinião pública e com nove entre 10 políticos, Ottomar tem como grande desafio azeitar a economia do estado ao mesmo passo em que põe em prática programas que gerem emprego e renda. É o que pensa o ex-governador Neudo Campos. Como só tem um mês de governo, as cobranças ainda não existem, só curtas avaliações e uma oposição fraca, manchada pelo apoio que deu ao governo cassado pelo TSE. "É pouco tempo (um mês) para se avaliar (o governo). O momento ainda é de observação", acredita Neudo, que pela primeira vez falou sobre a nova administração estadual. Fontebrasil: Hoje, dia 10, Ottomar Pinto completa o primeiro mês de governo. Qual a avaliação que o senhor faz? Neudo: A minha opinião é a que um mês é muito pouco para se avaliar qualquer governo. FB: Para o senhor quais deveriam ser as prioridades do governo? Neudo: Não há dúvida de que o grande desafio continua sendo a geração de empregos. Por outro lado a questão da saúde na capital e interior é urgente. FB: E numa segunda etapa, o que o governo não pode esquecer? Neudo: O Governo tem a obrigação de contribuir decisivamente para que Roraima possa produzir. Sem produção não há riqueza e nem emprego. A educação, evidentemente, continua a ser prioridade em qualquer circunstancia. FB: O senhor acredita que essa união política em torno do nome de Ottomar se mantém até outubro de 2006? Neudo: Em parte dependerá se Romero Jucá será aliado ou adversário de Ottomar em 2006. A partir daí o cenário realmente se definirá. FB: Qual será a sua posição e a do PP daqui pra frente? Neudo: A posição do PP é a de observar todas as tendências que deverão se revelar agora em 2005 e no primeiro trimestre de 2006. FB: O senhor pensa em disputar o governo em 2006? Neudo: Não penso atualmente em disputar o Governo em 2006, mas, ao mesmo tempo, não posso agora garantir que não serei candidato. Tem ainda muita água pra rolar.