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Prefeitura de Iracema é invadida pela Polícia Civil e prefeito diz que ato foi arbitrário


A decisão da Justiça Eleitoral em autorizar mandado de busca e apreensão de documentos que acarretou na invasão do prédio da Prefeitura de Iracema, pela Polícia Civil, foi classificada de arbitrária e desnecessária pelo prefeito Joaquim Ruiz. O mandado judicial acatou denúncia da oposição que acusa o prefeito de distribuir material de construção durante a campanha eleitoral favorecendo o seu candidato.


Brasília - A decisão da Justiça Eleitoral em autorizar mandado de busca e apreensão de documentos que acarretou na invasão do prédio da Prefeitura de Iracema, pela Polícia Civil, foi classificada de arbitrária e desnecessária pelo prefeito Joaquim Ruiz. O mandado judicial acatou denúncia da oposição que acusa o prefeito de distribuir material de construção durante a campanha eleitoral favorecendo o seu candidato. "Tenho 20 anos de vida pública e nunca neguei prestar qualquer tipo de informação para a sociedade como para os ógãos públicos. Isso que fizeram (invasão da Prefeitura) foi o ato mais violento, arbitrário e desnecessário que a população de Iracema assistiu. Bastava a Justiça Eleitoral dar-nos o direito do contraditório, de defesa, para que pudessemos mostrar que nada do que foi denunciado é verdadeiro", reclamou Ruiz. A Justiça Eleitoral determinou busca e apreensão de documentos na Prefeitura de Iracema, na casa do prefeito eleito Amadeu Batista e na loja que forneceu parte do material de construção para o Programa Social de Habitação, da Caixa Econômica Federal. Na loja, os policiais apreenderam além de notas fiscais, o dinheiro arrecadado hoje(03), 60 dias depois da eleição. Joaquim disse, ainda, que além de não ter sido citado a prestar qualquer informação sobre as denúncias de distribuição de material de construção em favor do candidato Amadeu Batista, a Justiça Eleitoral não se preocupou em checar informações indispensáveis nesse processo: consultar a Caixa Econômica que é a gerenciadora do PSH que emprega R$ 4,2 mil na construção de casa populares. "O que a Prefeitura fez foi apenas cumprir cronograma previsto pelo PSH, que é um programa federal. Tinhamos prazo para executá-lo. A Caixa Econômica como gestora do programa tinha que ter sido consultada. Agora, no fim do meu mandato, sou obrigado a vivenciar ato exarcebado contra uma Prefeitura que sempre esteve com as portas abertas a prestar qualquer informação sobre as suas ações administrativas, sociais, de desenvolvimento e infra-estrutura", lamentou. Joaquim Ruiz adiantou que tão logo chegue a Roraima - ele se encontra em Brasília tratando de liberação de recursos para o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil-PETI - apresentará defesa e convocará coletiva com a imprensa para dar a sua versão sobre a decisão da Justiça Eleitoral e sobre a invasão da Polícia Civil.

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