- 05 de janeiro de 2026
Edersen Lima, Editor Brasília - Repercussão da matéria "HOJE - Empresas têm que pagar 13º" publicada ontem causou surpresa na Redação. Vários e-mails de funcionários de empresas que até então não tinham recebido a primeira parcela do 13º, encheram a caixa postal do site. Por lei, a iniciativa privada tem obrigação de pagar a primeira parcela do benefício até 30 de novembro. Caso não cumpra, multas e penalizações podem complicar a vida do empregador. Pelo visto e lido, em Roraima a coisa é mais que séria. É grave, mesmo. Como o maior empregador e cliente é o governo de Roraima, muitos funcionários do comércio, do setor da construção civil, imprensa, movelaria e outros se juntaram a correntes de fé e esperança de que seus patrões recebam o que o Estado lhes deve. Entre as mensagens recebidas, a que relata o problema financeiro que um veículo de comunicação enfrenta, nos chamou a atenção. Ontem, fim do prazo para pagamento da primeira parcela do 13º, ninguém lá falou ou sabe quando o benefício chegará aos bolsos dos funcionários, que já somam três meses de salários vencidos. São repórteres, fotógrafo, diagramadores, recepcionistas, motoristas e seguranças que estão no dia-a-dia atrás da notícia, prestando serviços à sociedade e em casa fazendo tipo inédito de contorcionismo para sustentar suas famílias. É certo que alguns colegas têm assessorias ou outras fontes o que lhes garante situação pouco favorável. Mas para os que só têm o emprego no jornal fica cada mais difícil explicar aos seus credores a ausência de honrar seus compromissos. O que o Fontebrasil puder fazer para solucionar os problemas que colegas e a classe enfrentam, será feito. Agora, o MPE, o Sinjoper, a Delegacia do Trabalho, o Papa ou o Chapolin Colorado que se apresente(m). O momento requer atenção e definição. Continuar como há tempos continua é que não pode. Ou pode?