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Federal: Novidades amanhã sobre Faraó


O Superintendente da Policia Federal de Roraima, Francisco Malmam convocou a imprensa para uma coletiva amanhã, terça- feira, 23, ás 8h30 damanhã para falar sobre a Operação Faraó, deflagrada na manhã do dia 18, para cumprir oito Mandados de Busca e Apreensão e oito mandados de Prisão Temporária expedidos pela Justiça Federal de Roraima contra os responsáveis pelo desvio de mais de R$ 31 milhões das contas bancárias usadas no pagamento da folha de funcionários públicos do Estado de Roraima.


O Superintendente da Policia Federal de Roraima, Francisco Malmam convocou a imprensa para uma coletiva amanhã, terça- feira, 23, ás 8h30 damanhã para falar sobre a Operação Faraó, deflagrada na manhã do dia 18, para cumprir oito Mandados de Busca e Apreensão e oito mandados de Prisão Temporária expedidos pela Justiça Federal de Roraima contra os responsáveis pelo desvio de mais de R$ 31 milhões das contas bancárias usadas no pagamento da folha de funcionários públicos do Estado de Roraima. Sete buscas e prisões aconteceram em Boa Vista (RR) e uma em Manaus (AM). A expectativa e que o superintende anuncie amanhã mais prisões além da prorrogação das prisões dos que já estão presos. História Durante as investigações foi apurada a responsabilidade de dois ex-secretários da Fazenda de Roraima, Jorci Mendes de Almeida e Roberto Leonel Vieira; do ex-secretário do Tesouro de Roraima Jander Gener César Guerreiro; dos sócios da empresa Norte Serviços de Arrecadação e Pagamentos Ltda (NSAP) Edson Hispagnol, Oscar Maggi, Humberto Pereira da Silva e Wanderlan Oliveira do Nascimento, além do ex-gerente da agência do Banco do Brasil, Francisco Djalma Brasil de Lima. O valor exato dos desvios é de R$ 31.684.343,95 (trinta e um milhões, seiscentos e oitenta e quatro mil, trezentos e quarenta e três reais e noventa e cinco centavos) Segundo a investigação, os sócios da empresa NSAP foram expressamente autorizados pelos ex -secretários de Estado da Fazenda e do Tesouro de Roraima a movimentarem as contas correntes responsáveis pelo pagamento dos funcionários públicos do Estado. A movimentação acontecia sem qualquer prestação de contas ou fiscalização estatal, sendo a participação do ex-gerente do Banco do Brasil, recentemente demitido por justa causa, indispensável para acobertar os crimes. A Empresa NSAP teria possibilitado o desvio de verba pública também através de funcionários fantasmas ligados a diversas autoridades do Estado de Roraima. O caso, já apurado pela Polícia Federal em novembro de 2003 através da "Operação Praga do Egito", culminou com o indiciamento do ex-governador Neudo Campos e outras autoridades do Estado. Os responsáveis pelo desvio foram indiciados por peculato (art. 312, do CP, com penas de 2 a 12 anos de reclusão), falsidade documental (art. 299, do CP, com penas de 1 a 3 anos de reclusão), formação de quadrilha (art. 288, do CP, com penas de 1 a 3 anos de reclusão), lavagem de dinheiro (art.1º, VI e VII, da Lei 9.613/98, com penas de 3 a 10 anos de reclusão), crime contra a ordem tributária (arts. 1º, I e art.2º, II da Lei 8.137/90, com penas de 6 meses a 5 anos de reclusão) e crime contra a ordem financeira (arts. 4º, 5º e 16 da Lei 7492/86, com penas de 3 a 12 anos de reclusão), na forma da Lei 9.034/95, que rege as investigações de crimes decorrentes de organizações criminosas, cujas penas, se somadas, podem alcançar até 45 anos de reclusão. Os presos, após os interrogatórios, serão encaminhados à Cadeia Pública de Boa Vista, onde permanecerão recolhidos, temporariamente, à disposição da Justiça Federal de Boa Vista/RR. Segundo Laudo de Exame Econômico-Financeiro do Setor Técnico Científico (Setec) da Superintendência Regional de Roraima, com a Operação Praga do Egito (Gafanhoto) e Operação Faraó já foram apurados desvios, do erário público, que chegam a um montante de R$ 80.466.104,20 (oitenta milhões, quatrocentos e sessenta e seis mil, cento e quatro reais e vinte centavos). Por: Gabinete da Superintendência da Polícia

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