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PROPAGADORES DO CRIME - Márcio Accioly

De acordo com a opinião de graduado funcionário do governo de Roraima, os dez anos das duas administrações que antecederam a atual gestão Ottomar Pinto (PTB), só encontram similar na passagem de Nero (54-58-) pelo Império Romano. A única diferença é que em Roraima não atearam fogo no circo.


Boa Vista - De acordo com a opinião de graduado funcionário do governo de Roraima, os dez anos das duas administrações que antecederam a atual gestão Ottomar Pinto (PTB), só encontram similar na passagem de Nero (54-58-) pelo Império Romano. A única diferença é que em Roraima não atearam fogo no circo. Arrasaram a estrutura estatal, endividaram órgãos, desestimularam funcionários públicos e ofereceram os mais sórdidos exemplos, mas não tocaram fogo no circo. Fizeram de tudo para matar a galinha dos ovos de ouro, isso sim. E quase conseguiram. Quem impediu o desenlace final foi o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ao determinar em sentença histórica que Ottomar assumisse imediatamente o Executivo, desalojando esquema que institucionalizavam o caos absoluto. Em todos os órgãos, empresas, Secretarias e o que se imaginar de público, existem rombos e furos. E não se tem sequer como comparar com apetitoso queijo suíço. Porque naquela massa alimentar que abriga furos, recolhe-se divina delícia. Já os rombos da administração pública roraimense floresceram no lodo e na lama fétida de impassíveis gangues de malfeitores. Dos que pretendem apenas se locupletar e tirar vantagens da desordem e do lucro fácil, enquanto presenciavam de maneira irresponsável e insensível, a geração de miséria e violência nas ruas. Veja-se o caso da Codesaima (Companhia do Desenvolvimento de Roraima), criada através de lei federal no primeiro mandato governamental de Ottomar Pinto (1979-83). Lei relatada, deve-se ressaltar, pelo então deputado federal do extinto Território Federal, Júlio Martins, hoje atuando como secretário-adjunto da Casa Civil. Na segunda gestão Ottomar (1991-95), a Codesaima viabilizou projeto que permitiu a produção de 100 a 110 mil frangos, mensalmente, ao custo de dois reais e 50 centavos por unidade. O projeto, além de baratear o produto (na época, o frango produzido pela Sadia chegava ao estado por seis reais a unidade), propiciava a geração de milhares de empregos diretos e indiretos, envolvendo, ainda, a compra de todo milho então produzido, para ser utilizado na fabricação de ração. Nada disso existe mais, é tudo passado e esquecido. Dez anos depois de duas administrações desastrosas, é como se a Codesaima tivesse se evaporado. Roraima sofreu retrocesso incalculável na última década. Os que se aboletaram no comando do Executivo só pensaram em ganhar dinheiro, fazendo caixa a todo custo, mesmo que isso representasse desemprego, desmonte estrutural e condenáveis manobras. Os inconscientes irresponsáveis criaram fantasias tão mirabolantes que se imaginaram eternos, impunes e imbatíveis. A administração Ottomar pretende agora trazer de volta projetos de desenvolvimento que um dia fizeram sentido. Uma corrida contra o tempo que tem como objetivo a recolocação de Roraima nos trilhos. Nas palavras do atual governador: "-O caminho mais curto para o desenvolvimento é colocar em funcionamento as instituições políticas". Nesses últimos dez anos, pode-se afirmar sem receio de cometer injustiça que os governantes foram negligentes e omissos. Atuaram como criminosos, olhos postos em desvãos e desvios que trazem o enriquecimento ilícito. Institucionalizaram a roubalheira, na formação desavergonhada de elaboradas quadrilhas. O estado se encontra quebrado e exaurido. É inacreditável a quantidade de falcatruas cometidas. Impressiona, muito mais ainda, o fato de os dois ex-governadores não estarem devidamente trancafiados como deveriam. Email: [email protected]

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