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A auto-estima em baixa de novo - Por Manoel Lima

Definitivamente, Roraima não merecia uma nova operação da Polícia Federal, com prisões de pessoas para cumprir mandados expedidos pela Justiça Federal. A sociedade roraimense vivia até a madrugada de hoje, quando começou a ser executada a Operação Faraó, momentos de alegria, de novas expectativas e esperanças de dias melhores, com a posse do brigadeiro Ottomar Pinto no governo do Estado.


Definitivamente, Roraima não merecia uma nova operação da Polícia Federal, com prisões de pessoas para cumprir mandados expedidos pela Justiça Federal. A sociedade roraimense vivia até a madrugada de hoje, quando começou a ser executada a Operação Faraó, momentos de alegria, de novas expectativas e esperanças de dias melhores, com a posse do brigadeiro Ottomar Pinto no governo do Estado. Repita-se: Roraima suspirava novos ares, mas quis o destino construído por pessoas que certamente não têm nenhum compromisso com seus filhos que o Estado voltasse ao noticiário policial na imprensa nacional. É certo que a Justiça Federal tem prazos para cumprir os processos judiciais a que respondem as pessoas envolvidas no escândalo dos gafanhotos, mas essa operação não estava prevista na mente daqueles que amam a terra Macuxi. A auto-estima dos roraimenses estava em alta com a mudança verificada no governo do Estado, depois da decisão histórica do Tribunal Superior Eleitoral. A população foi às ruas saudar com entusiasmo contido, é certo, a chegada do novo governador, e certamente se preparava para aguardar as ações do novo governo. E, de repente, é assaltada com o corre-corre dos policiais federais atrás de cumprir os mandados de prisão dos envolvidos em atos de corrupção que tanto macularam os seus sentimentos de grandeza. Ao tomar posse na Assembléia Legislativa do Estado, Ottomar Pinto fez uma profissão de fé de que Roraima deixaria de existir no noticiário policial para se inserir no contexto político e econômico do país. Por isso, Ottomar certamente está evitando fazer uma análise sobre a Operação Faraó. O velho brigadeiro deve estar triste, como está a sociedade roraimense, por ver Roraima, mais uma vez, no noticiário policial nacional. Roraima não merece esse carma. O Estado tem suas potencialidades econômicas a serem exploradas; tem um povo ativo, trabalhador e honrado; a classe política entendeu a mudança e se insere no contexto da união e da concórdia com o novo governo para trabalhar em uníssono por um Estado soberbo do seu povo, e ativo economicamente. É isso que todos nós queremos e desejamos.

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