- 03 de fevereiro de 2026
A nova operação da Polícia Federal, em Roraima, para cumprir mandados de prisão expedido pela Justiça Federal, mostra que o esquema de corrupção desmantelado em 2003 pela PF na chamada operação "Praga do Egito" continuou ativo a partir das prisões realizadas à época, com o aval do então governador Flamarion Portela, desviando recursos públicos do Estado e do governo federal. À época da operação Praga do Egito, Flamarion Portela foi aconselhado por próceres não só do PT nacional como por membros do Ministério Público Federal a acabar com o esquema. Mas Portela insistiu permitindo que a NSAP continuasse movimentando a conta única do governo de Roraima, daí as prisões hoje pela manhã dos dirigentes dessa empresa. Outro detalhe descoberto pelas investigações do MPF foi que a folha de pagamento do estado dobrou de valor nos dois primeiros meses após Flamarion Portela assumir o governo com a renúncia de Neudo Campos. NOVO CRIME Ums das medidas que manteve o esquema de corrupção ativo, diz respeito à implantação pelo Banco do Brasil de uma agência bancária apenas para atender as contas de convênios federais do governo de Roraima. Essa agência, meio camuflada, está instalada numa das dependências do edifício-sede da Federação da Agricultura do Estado de Roraima (FAER); Era nessa agência que o governo do Estado depositava os recursos de convênio federais, e de onde eram desviadas as verbas federais para emprego em atividades e programas suspeitos. E foi nela que o governador Ottomar Pinto impediu que a primeira parcela de recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) fosse depositada na conta dos convênios federais, e sim depositada na Conta Única do Estado. É estranha a existência dessa agência do Banco do Brasil, que na operação Praga do Egito ficou provado que os dirigentes do banco em Boa Vista faziam parte do esquema gafanhoto. Tanto que, hoje, a Polícia Federal deteve o gerente Djalma Brasil.