- 03 de fevereiro de 2026
A incompetência e a inaptidão no cotidiano, aliadas à falta de senso e conhecimento da realidade que o cerca, faz do homem um ser inservível, quase imprestável. Esse ser imprestável não se presta à condição de representante do povo, em quaisquer dos níveis de poder. Durante a campanha eleitoral de 2002, ficou claro que o senhor Flamarion Portela era a pessoa menos indicada para ser eleito governador, dada a sua inexperiência política e administrativa. Sua passagem apagada pela Câmara Municipal de Boa Vista, como vereador, e pela Assembléia Legislativa, como deputado eleito puxado pelas sobras de legenda, não lhe deu subsídios suficientes para almejar a magistratura maior do Estado. Mas a insistência de um homem que nada tinha de experiência política e de administrador público fez de Flamarion Portela seu vice-governador e o indicou para disputar as eleições de 2002 como seu sucessor. Deu no que deu, a ingratidão e a deslealdade foram marca permanente do governo Flamarion Portela. Lealdade e gratidão forjam o homem ao longo da história. Num dos debates televisivos durante a campanha eleitoral de 2002, Ottomar Pinto, o governador ungido ao posto por uma decisão histórica do TSE, foi na ferida quando disse que Flamarion Portela pecava pela inexperiência. Ottomar acertou em cheio! Vejam a situação em que se encontra o governo de Roraima, dilapidado, sucatado, ingovernável. Bastaram exatos trinta meses para que Roraima chegasse à situação de quase insolvência política, administrativa e financeira. Economicamente, é um Estado igualmente falido. Politicamente, o parlamento estadual se vê à volta com denuncias de envolvimento de seus membros em esquemas de corrupção. É uma realidade triste e vergonhosa, saldo de um governo incompetente. Ao assumir o governo de Roraima, Ottomar Pinto tem pela frente um dos maiores - se não o maior - dos desafios de sua vida pública. É verdade que, em tão pouco tempo, algo em torno de quatro dias, Ottomar pôde, com sua vivência e experiência no exercício do mandato de governador, escolher seus auxiliares que o ajudarão a corrigir os erros cometidos pela inexperiência e incompetência. Não será uma tarefa fácil, mas factível diante da forma de governar de Ottomar Pinto. As forças políticas do Estado - antes dispersas nos vários interesses pecuniários, devido à forma tacanha de Flamarion conduzir o Estado -, estão unidas em torno de um objetivo comum: recuperar Roraima, e conduzir o governo estadual no caminho certo do desenvolvimento econômico e social. Esse é o grande desafio que aguarda Ottomar. Que a sociedade de Roraima precisa e necessita colaborar e ajudar com a força de suas expectativas e sentimento de grandeza. Para que a incompetência não volte a gerar o caos administrativo, político e financeiro a que está mergulhado o governo de Roraima.