- 03 de fevereiro de 2026
Brasília - O governador de Roraima, Ottomar de Sousa Pinto (PTB) está dentro de linha política anunciada, em estreito contato com a bancada de parlamentares estaduais e federais, na elaboração de claro diagnóstico acerca da situação caótica em que encontrou o estado. Ele quer o esforço e a mobilização de todos. É preciso que se tenha consciência de que somente existirá condição para mudar determinado quadro, se formos capazes de nos posicionar corretamente com relação ao mundo. Se tivermos, principalmente, objetivo e método. Não adianta ficar parado, falando mal do governo, querendo que tudo se modifique por milagre. Como se caísse do céu. É preciso que atuemos de forma honesta e franca, oferecendo nossa contribuição. Por menor que seja a participação, por mais modesta, ela é indispensável e importante. Educar-se, tomar consciência, estabelecer objetivo e adotar método que permita o seu alcance. O futuro não existe. Ele é construído todos os dias, todos os instantes, dentro de lapso minúsculo de nossa existência. Nós não temos o dia, a tarde, ou a noite. Temos apenas partícula pequeníssima do instante, em que tudo se dissipa e se desvanece. E é preciso saber aproveitar, viver com intensidade esse lapso. Só temos o presente, esse exato momento e o registro do passado. Quando terminarmos de ler este artigo, ele já pertencerá ao passado. O futuro não existe, como o amanhã também não existe. Quem não se lembra de ter observado, em algumas casas comerciais, uma placa avisando: "Fiado, só amanhã"(?). Uma operação de crédito que é sempre lançada para mais adiante. O amanhã nunca chega. Colocação inteligente, bem utilizada pelo proprietário do negócio, que, na maioria das vezes, jamais refletiu a respeito da profundidade de seu significado. Por isso que devemos saber da indispensabilidade de uma mobilização de cidadãs e cidadãos, nesse trabalho gigantesco que é o de reerguer Roraima. Não se trata de tirar proveito, lutar por cargos, buscar compensações ou vantagens. Trata-se, sem dúvida, de colocar as instituições para funcionar e de fixar normas e regras na lapidação do caminho a ser legado às gerações futuras. Os homens passam e as instituições ficam. Muitas de nossas instituições se encontram corroídas, abatidas pela prática useira e vezeira, coisa de muitos anos, dos que buscam apenas auferir vantagens, sem pensar nos terríveis danos da conseqüência de seus atos. O governo de Roraima já possuiu parque aeronáutico invejável. Em 1990, na primeira eleição direta do estado, Ottomar foi eleito governador. E pôs a mão na massa com carinho e dedicação, lançando as bases de estruturação no bom aproveitamento dos instantes oferecidos. Trouxe lear-jet, bandeirantes e king air, entre outros aviões, que estão hoje caídos como pássaros feridos em suas asas. Fruto da irresponsabilidade dos que se diziam capazes de administrar e se mostraram ineptos, além de inaptos. Como cobrar o dever dos que falharam de maneira deliberada, dilapidando o patrimônio público? Que artimanhas serão empregadas nos próximos pleitos, com o intuito de se beneficiarem os que não possuem qualificação? Os que desejam apenas bônus, sem ônus? Ottomar veio a Brasília e fez peregrinação incansável por Ministérios e gabinetes. Juntou gregos e troianos, moveu céus e terras, ressoou sua voz. É preciso que encontre eco a seus apelos. Uma andorinha só não faz verão. É preciso que a população se envolva diretamente e trabalhe para soerguer Roraima. Cumprindo papel ativo no desenrolar da existência. Marcando presença num mundo que é de todos nós. Email: [email protected]