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Viegas sai e ataca o Exército. Alencar assume


Considerando-se desrespeitado por seus subordinados diretos, o ministro da Defesa, José Viegas, deixou o cargo ontem. Ele estava demissionário desde o dia 22 de outubro, depois que o Exército divulgou nota em que justificava a repressão como uma reação a 'movimentos subversivos', em resposta à publicação de documentos da ditadura, no Correio Braziliense. Viegas, que não havia sido consultado sobre a nota, chegou a pedir a saída do comandante do Exército, Francisco Albuquerque.


Considerando-se desrespeitado por seus subordinados diretos, o ministro da Defesa, José Viegas, deixou o cargo ontem. Ele estava demissionário desde o dia 22 de outubro, depois que o Exército divulgou nota em que justificava a repressão como uma reação a 'movimentos subversivos', em resposta à publicação de documentos da ditadura, no Correio Braziliense. Viegas, que não havia sido consultado sobre a nota, chegou a pedir a saída do comandante do Exército, Francisco Albuquerque, mas perdeu a queda-de-braço. Para o lugar do ministro, Lula recorreu ao vice-presidente, José Alencar, numa demonstração clara de que não vai mais tolerar brigas entre os militares e o ministro da Defesa. Afinal, Alencar foi eleito com Lula e, como tal, não pode ser demitido. 'Já é hora de que os representantes desse pensamento ultrapassado saiam de cena' , José Viegas, referindo-se a integrantes das Forças Armadas, na carta de demissão enviada ao presidente Lula

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