- 05 de janeiro de 2026
Edersen Lima, Editor Há muito caroço debaixo desse angu promovido pelo flagrante de achaque do servidor Mário Rogério Castro. Numa sociedade que ainda nem comemorou um ano das prisões de autoridades e políticos acusados de envolvimento no famoso caso gafanhotos, a Polícia Civil prender um servidor público pegando dinheiro de outros servidores porque os mantém empregados, demonstra o total desprezo com o perigo de ser pego em flagrante e conseqüentemente, ser punido judicialmente. Total desprezo porque tem a certeza de que nada lhe acontecerá. De que a Justiça tarda, tarda e tarda. Não que a Justiça não exista ou não se faça existir. Mas há embutido nessas ações de "gafanhotagem" a certeza sim, de que nada sofrerá. O problema é que esta certeza não se deve por culpa minha ou do amigo leitor, mas do sistema. Sistema esse que, certo ou não, já soltou Márcio Rogério, o acusado de achaque. Outro ponto que deve ser observado com atenção nesse "pacote" desvendado dentro da Secretaria de Saúde, é que dificilmente, o mesmo não ocorra em outros setores do poder público de forma e gênero iguais, ou um pouco diferentes. Ter a esposa ou um filho empregados em determinada secretaria ou Poder, em troca de fazer a mesma gentileza com a esposa ou filho de outra autoridade contratante seria incomum em Roraima? De forma oficial, o PT cobra dízimo de seus filiados, principalmente aqueles que estão empregados nas administrações indicadas pelo partido ou com mandatos eletivos. Para o que tinha até então em Roraima, com a contratação de centenas de servidores comissionados feita há um mês, o PT local vai lavar a burra. Esse é outro ponto que se passa a observar depois que Márcio Rogério caiu: o desconto oficial nos salários dos comissionados contratados recentemente, que pelo sim, pelo não, se filiaram ao PT.