- 05 de janeiro de 2026
Esteve reunida na tarde de quarta-feira, 03.11, a Comissão de Ciência, Indústria, Comércio, Tecnologia e Relações Exteriores da Assembléia Legislativa. Em pauta as denúncias das condições sub humanas e a prisão ilegal de 23 comerciantes e garimpeiros na Venezuela, inclusive dez deles já tendo sido julgados e condenados por Crime Ambiental. Segundo o engenheiro Abrahan Salomon Bayer e o professor Raimundo Soares a questão já se arrasta ao longo de seis meses sem que as autoridades procuradas para resolver assunto tenham demonstrado qualquer interesse sobre a situação desses irmãos brasileiros. Abrahan Bayer chegou a afirmar que tudo isso é fruto da ação de uma "Máfia de Advogados Venezuelanos" que têm extorquido o grupo de presos que já desembolsou mais de 50 milhões de bolívares, sem que tenha algum resultado positivo. Ao contrário foi preciso uma revolta desses presos injustiçados para que o julgamento fosse anulado por uma Corte Superior. Ele, inclusive se diz cansado com essa luta, pois não têm encontrado nenhum apoio por parte das autoridades em Brasília. "Lá eles me tratam como um terrorista que está fazendo uma tempestade dentro um copo d água". Disse, também que já gastou mais de R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais) com telefonemas e faxs para o Itamaraty e Ministério da Justiça, e até o presente não obteve nenhuma solução favorável para a questão. Por isso resolveu procurar a Assembléia Legislativa. A reunião contou com as presenças dos deputados membros Raul Prudente, Vantam Praxedes, Gute Brasil, Marcos da Byte e Flávio Chaves. Também do Cônsul venezuelano em Roraima Aníbal Matute Medina. Este fez várias considerações sobre o assunto, e garantiu que vai se empenhar sobre a questão para por fim ao assunto. Mas, fez uma ressalva de que todas ás vezes que é procurado para interferir em algum questionamento sobre as relações fronteiriças, o faz com dedicação e prazer a fim de manter o melhor relacionamento possível. Também disse, que através do Ministro das Relações Exteriores vai tentar uma forma diplomática para resolver a questão, inclusive se possível a Comissão vai conhecer "in loco" a situação desses presos. Será tomada uma decisão rápida e séria sobre o problema, pois já são seis meses conforme a denúncia que chegou á ALE. Raul Prudente afirmou que serão enviadas correspondências ao governador Flamarion Portela, Presidente do Tribunal de Justiça, Ministro das Relações Exteriores, Secretário do Itamaraty, Ministro da Justiça, Presidente da Funai, Embaixador Brasileiro na Venezuela e Embaixador Venezuelano, entre outros.