- 05 de janeiro de 2026
Brasília - Os jornais anunciam que o ex-ministro-chefe da Casa Civil do governo entreguista (1995-2003) de FHC, Clóvis Carvalho, irá "coordenar a equipe de transição do prefeito eleito de São Paulo, José Serra (PSDB)". Trata-se de arrogante energúmeno que foi também ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do mesmo FHC, presidente lesa-pátria que desnacionalizou a economia brasileira em cerca de 78%, minou a Petrobras, promoveu os maiores escândalos e saiu do Palácio do Planalto pela porta dos fundos, depois de fazer aprovar lei no Congresso Nacional em que só poderá ser julgado por "foro especial". Pedante, parlapatão e intragável, o ex-ministro era odiado pelas lideranças políticas e só se mantinha no cargo graças ao respaldo presidencial. Utilizava o poder de todas as maneiras, preenchendo todos os espaços, sem nada deixar escapar do usufruto. Entre os dias 12 e 19 de fevereiro de 1999, por exemplo, pegou um avião turboélice do 6° Esquadrão de Transporte Aéreo (sediado em Brasília), e foi passar o carnaval na aprazível Ilha de Fernando de Noronha. Mas não foi sozinho: levou a esposa, Gemma, cinco filhos, o namorado da filha caçula e a namorada de um dos filhos, passeando gostosamente com o dinheiro público durante sete dias. O avião, um Brasília Vip de 12 lugares, saiu bem pesado, se considerada a bagagem. Esse escândalo aconteceu dia desses e já está novamente o ex-ministro de volta às manchetes, dessa feita como chefe de transição da equipe de Serra. Numa prova de que não temos alternativa de poder, oscilando entre a brasa e o fogaréu. O próprio José Serra, que foi ministro da Saúde de FHC, observou impávido um dos maiores surtos de dengue de nossa história, sem tomar a menor providência. Agora, nos EUA, tudo indica que George Bush é o novo presidente eleito. Na primeira vez, quando chegou à Casa Branca, veio montado numa das maiores fraudes eleitorais de que se tem notícia, roubando abertamente e tomando posse debaixo de aparato policial que temia manifestações agressivas em todo o país. Chegou num carro blindado, debaixo de ovos, para finalmente ser conduzido, em 2004, para um segundo mandato. Com relação ao Brasil, tanto faz a eleição de Bush quanto a de seu oponente, John Kerry. Não existe saída. Por isso, a violência vem num crescente. FHC vivia de quatro, diante dos poderosos do mundo, dedicando especial submissão a Bill Clinton, antecessor de George W. Bush. FHC cometeu os maiores crimes que se pode cometer no comando de um país, especialmente o mais vergonhoso de todos eles, traição nacional. No pleito de 2002, a população elegeu o líder maior do PT que veio a se transformar num Dom Quixote às avessas, Dom Luís Inácio. E que fez sua excelência? Deu uma guinada de 180 graus no discurso e adotou exatamente a prática que dizia condenar. Deu seqüência à desvairada destruição do país, cumprindo ditames do FMI e matando a população à míngua. Com o resultado da eleição norte-americana, o maior império do planeta, que podemos esperar? Maior arrocho, maior fraude contábil, através do FMI, ampliando dívidas externas dos países ditos emergentes, mas ricos de recursos naturais, maior ameaça à soberania dos que ousarem se rebelar. O mundo caminha para desfecho devastador, inclusive na possibilidade de utilização de artefatos nucleares. Como diria George Orwell: "- Guerra é paz, ignorância é sabedoria e ódio significa amor". Vivemos sob o jugo da mentira e na opressão deslavada. Email: [email protected] Fonte: Foto de RICARDO STUCKERT - http://www.terra.com.br/istoe/politica/155632.htm