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Senador amazonense quer ser presidente da República

Apontado como um dos principais vencedores das eleições municipais deste ano, o presidente da executiva estadual do PDT, senador Jefferson Péres (foto), parceiro de primeira hora do prefeito eleito, Serafim Corrêa (PSB), descartou ontem a possibilidade de disputar o governo do Estado nas eleições de 2006, mas confirmou a sua intenção de brigar pela Presidência da República.


Apontado como um dos principais vencedores das eleições municipais deste ano, o presidente da executiva estadual do PDT, senador Jefferson Péres (foto), parceiro de primeira hora do prefeito eleito, Serafim Corrêa (PSB), descartou ontem a possibilidade de disputar o governo do Estado nas eleições de 2006, mas confirmou a sua intenção de brigar pela Presidência da República. Péres deixou claro que o seu projeto para 2006 é nacional e se ele puder sair para presidente ou vice, em uma chapa apoiada por outros partidos democráticos, não vai pensar duas vezes. Mas, apesar de já estar decidido e ter a convicção de que o país clama por uma reforma política, o senador revelou que não alimenta falsas expectativas e fará tudo com o pé no chão. "Tudo vai depender das conversas que nós teremos daqui pra frente. Se houver viabilidade, se for um projeto concreto, estaremos no páreo", argumentou, revelando que na quinta-feira estará viajando com destino ao Rio de Janeiro, onde participará de uma reunião da executiva nacional do PDT, para avaliar as eleições deste ano, o "Projeto Brasil Trabalhista" - aprovado em abril - e definir os rumos do partido. Depois o senador amazonense vai a Brasília participar de um encontro programado pelo deputado federal Roberto Freire, presidente nacional do Partido Popular Socialista, para discutir uma possível aliança. Vitorioso nas urnas, o PPS pode desembarcar do governo Lula a qualquer momento e passar a trabalhar com maior dedicação em torno de uma nova alternativa para o Brasil. "Tanto o PDT quanto o PPS saíram fortalecidos das últimas eleições", argumenta o senador, lembrando que o PDT, por exemplo, fez o prefeito em três importantes capitais: Salvador - capital da Bahia -, Maceió - nas Alagoas - e São Luiz - no Maranhão-, além de Campinas e Bauru, em São Paulo, e Campos, no Rio de Janeiro. Já o PPS ganhou em Porto Alegre, que é considerado um grande colégio. Antes de tentar a Presidência da República em 2006, Jefferson Péres disse que gostaria de presidir a executiva nacional do PDT nessa fase pós Brizola e já está se preparando para disputar o comando da agremiação na eleição que deverá ser realizada em abril ou maio do próximo ano, quando termina o mandato de Carlos Lupi, o atual presidente que sucedeu Leonel Brizola. Vitória merecida Para Jefferson Péres, a vitória conquistada no domingo, 31, foi merecida e serve para provar que quando a sociedade se envolve e se mobiliza completamente em torno de um objetivo, "não há esquema que destrua isso". "Esse exército invisível, da cidadania, formado por cidadãos, é poderoso e não pode ser desprezado por ninguém", ensina. Na avaliação do senador, antes de pensar na próxima eleição estadual, o grupo de oposição que conquistou o comando do Executivo municipal com o apoio da população, tem que evoluir, consolidar as mudanças que ocorreram, discutir as suas propostas e depois buscar um outro nome para disputar o governo do Estado em 2006. "No momento não me ocorre nenhum nome, mas posso assegurar que o Serafim Corrêa não será candidato", desconversou. Bem humorado e visivelmente contente com o resultado das eleições municipais, particularmente do registrado em Manaus, Jefferson Péres disse acreditar que o grupo que comanda o Estado há 20 anos, depois da derrota do último domingo, deverá ir dividido para o pleito de 2006, com o governador Eduardo Braga (PPS) de um lado e o ex-governador Amazonino Mendes (PFL) do outro. De acordo com o senador, a mudança registrada na política amazonense a partir da eleição do economista Serafim Corrêa (PSB) à Prefeitura de Manaus foi substancial e a partir de agora vai se experimentar um novo modelo de governar e de se fazer política, que é totalmente diferente do que estava aí. "Esse novo modelo é diferente do que estava aí em princípios, valores e métodos", garante, assegurando que o tempo confirmará as suas afirmações. " Segundo ele, se o Serafim Corrêa mudar o modo de governar e mostrar eficiência administrativa - com uma administração de resultados -, ele ajudará a consolidar esse grupo de oposição que está aí e o colocará mais próximo do comando do Executivo estadual. Warnoldo Maia de Freitas

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