- 05 de janeiro de 2026
Caro editor, Na data hoje, esse site veiculou, através da reportagem "O crime compensa - MPF nada fala sobre superfaturamento de viaturas", de autoria da jornalista Daniella Assunção, matéria absolutamente inverídica, afirmando que o MPF nada fez para apurar o desvio de verbas federais na compra de viaturas pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de Roraima. Um pouco mais de cuidado da jornalista poderia ter esclarecido essa dúvida. Basta lembrar que foi veiculado nesse mesmo site nota elaborada pela Assessoria de Comunicação do MPF, dando notícia da propositura de Ação Civil Pública por Ato de Improbidade Administrativa em face dos ex-secretários de Fazenda, Administração e Segurança, bem como dos donos e procuradores da MOTOKA Veículos Ltda. A referida ação tem o nº 2004.42.00.000339-2, e tramita perante a 1a. Vara da Justiça Federal. Seu andamento pode ser pesquisado mediante simples consulta ao site da Justiça Federal (www.trf1.gov.br) No que se refere à questão criminal, foi requisitada pelo MPF a instauração de inquérito perante a Polícia Federal, o qual se encontra com sua tramitação regular, seguindo todos os procedimentos regulares. O MPF jamais ocultou da sociedade o resultado de qualquer de suas investigações, salvo quando a quebra de sigilo se apresentar prejudicial às mesmas. A matéria da citada jornalista é, no mínimo, irresponsável e leviana. Rômulo M. Conrado (Procurador-Chefe PR/RR) Nota da Redação Sim, o Fontebrasil publicou matéria informando ação do Ministério Público Federal a respeito do superfaturamento e da estranha forma com que as viaturas foram adquiridas. Porém, durante toda esta semana, a repórter Daniella Assunção, procurou a assessoria de imprensa do MPF para saber em que pé está o processo. O que ocrreu é que durante quatro dias, nenhuma informação foi transmitidada pelo órgão apesar da insistente procura feita pela repórter. Ao considerar o texto de Daniela, "no mínimo, irresponsável e leviano", o ilustre procurador deveria olhar também para o órgão que ao invés de prestar informação tão simples e objetiva, dificulta a troco não se sabe do quê, que um veículo de imprensa tome a par de um processo. Se não há fato novo, isso não é nenhum desmérito. Um pouco mais de atenção e boa boa vontade, evitaria todo esse transtorno, não é?