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OAB vê desgoverno na área de segurança do RJ

O presidente da seção Rio de Janeiro da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Octavio Gomes, disse ontem que há um "total desgoverno, desmando" na segurança pública do Estado, "além de uma enorme rivalidade entre a Polícia Militar, a Civil e as demais autoridades". A declaração foi feita na sessão plenária do Conselho Federal da OAB, em Brasília.


TALITA FIGUEIREDO O presidente da seção Rio de Janeiro da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Octavio Gomes, disse ontem que há um "total desgoverno, desmando" na segurança pública do Estado, "além de uma enorme rivalidade entre a Polícia Militar, a Civil e as demais autoridades". A declaração foi feita na sessão plenária do Conselho Federal da OAB, em Brasília. "Não há trabalho integrado, não há trabalho realizado em harmonia entre as polícias. Não há integração efetiva entre os governos municipal, estadual e federal para lutar contra a escalada da violência", disse. O dirigente citou as guerras entre traficantes pela venda de drogas em morros como Vidigal e Rocinha e um arrastão na praia do Leblon como exemplos da violência vivida pelo carioca. "Temos conhecimento de que só 2% dos homicídios do Rio são esclarecidos. Varas Criminais do Tribunal de Justiça do Rio foram transformadas em Varas Cíveis por falta de processos. Por que falta processo se não falta crime?" Segundo Gomes, o tema foi debatido por todos os conselheiros, que decidiram lançar, em 15 de novembro, no Rio de Janeiro, campanha de combate à criminalidade. O lançamento, anunciado ontem pelo presidente nacional da OAB, Roberto Busato, é uma das ações que o conselho federal pretende iniciar em todo o país para incitar os brasileiros a controlar as ações do poder público. Até a conclusão desta edição, a Secretaria de Segurança Pública não havia comentado o caso.

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